A transmissão sexual do vírus da zika

A transmissão sexual do vírus da zika
Publicado: 13 de setembro, 2016
 
 
A transmissão do vírus da zika pela atividade sexual não só é possível como é mais frequente do que supõe, alerta a OMS (Organização Mundial da Saúde).
 
A transmissão principal ainda é pelo mosquito aedes, acrescenta o comunicado divulgado na última terça (6), mas a participação do sexo no contágio preocupa as autoridades sanitárias internacionais pela associação entre o vírus da zika e os resultados adversos da contaminação pelo patógeno na gravidez.
 
Não é a primeira vez que um vírus é transmitido por via sexual. O HIV iniciou sua caminhada pelo mundo há mais de 30 anos e apenas há pouco tempo surgiram medicamentos consideravelmente eficazes contra a Aids.
 
Pesquisadores recentemente comprovaram a transmissão do vírus da zika por homem ou mulher contaminados, mas assintomáticos.
 
No homem, foi confirmada presença do vírus no sêmen; na mulher, a presença do patógeno foi detectada nos fluidos vaginais e mucosa cervical (do colo do útero).
 
Para pessoas retornando de áreas com a presença da virose, inclusive as assintomáticas, é recomendável sexo seguro de oito semanas aos seis meses seguintes ao retorno ao seu domicílio.
 
Entre os vários cuidados recomendados para o sexo seguro estão o uso da camisinha pelo homem ou o equivalente feminino pela mulher e a redução do número de parceiros. Também existe a eficaz porém impopular alternativa da abstinência sexual.