Amauri fala sobre reforma da Previdência e do próximo evento da UGT-SP
O programa Repórter Sindical na Web, da Agência Sindical, entrevistou na quinta-feira, 31 de janeiro, o sindicalista Amauri Mortágua, presidente da União Geral dos Trabalhadores no Estado de São Paulo (UGT-SP) e do Sindicato dos Comerciários de Tupã. Ele é formado em Direito e vereador, por vários mandatos, em sua cidade do interior paulista.
Amauri Mortágua avaliou o seminário da UGT-SP, realizado em dezembro de 2018 em Praia Grande, quando os participantes aprovaram 16 deliberações relativas à reforma da Previdência e adiantou que esse conteúdo será debatido em Encontro e Plenária da Executiva Estadual que será realizado no Centro de Estudos Jurídicos da Fecomerciários, em Campinas, dia 7 deste mês. “Após isso, sistematizaremos as propostas, encaminharemos à UGT Nacional e também às autoridades de direito”, diz.
O sindicalista mostrou apreensão frente aos ataques contidos na nova lei trabalhista. “Atingiram, ao mesmo tempo, o movimento sindical e a classe trabalhadora”, critica Mortágua, que também chama atenção para a necessidade de se defender a Justiça do Trabalho.
Motta
Na UGT-SP, Mortágua substitui Luiz Carlos Motta, agora deputado pelo Partido da República. O parlamentar licenciou-se da presidência da Central Estadual. Para o atual presidente da UGT-SP, Motta chegou à Câmara dos Deputados, em Brasília, com propostas e indicações em defesa dos trabalhadores e de seus direitos.
Ao responder a pergunta do consultor sindical João Guilherme Vargas Netto, o líder ugetista adiantou que uma das primeiras iniciativas do deputado Motta deve ser um projeto de lei que mude o critério piorado pela reforma trabalhista quanto às indenizações por danos morais. “O retrocesso é grande e o trabalhador foi muito lesado. A ideia é restabelecer condições mais justas”, disse Mortágua.
O presidente da UGT-SP lamenta que a mudança nefasta só se tornou mais conhecida por causa da tragédia provocada pela empresa Vale em Brumadinho, Minas Gerais. As indenizações às famílias dos trabalhadores mortos ou a quem sofreu sequela grave tendem a ficar abaixo dos valores garantidos pela lei antes da reforma de Temer, apoiada pelo então deputado Jair Bolsonaro.
Fonte: Agencia Sindical