Assembleia define continuidade das negociações e Sinsaúde pressiona classe patronal para que apresente proposta digna

Assembleia define continuidade das negociações e Sinsaúde pressiona classe patronal para que apresente proposta digna
Publicado: 22 de junho, 2023

 A participação dos trabalhadores da saúde nas assembleias realizadas no dia 14 de junho na sede e subsedes foi pouco representativa e não permitiu que a greve, indicada pela diretoria sindical e anteriormente prevista para o dia 20 de junho, fosse decidida. “A responsabilidade é de todos e isso se mostra com presença e decisão tomada em conjunto. Quem se omite, não pode reclamar”, observa a presidente do Sinsaúde, Sofia Rodrigues do Nascimento.

 
 
Sofia destaca que a diretoria do Sindicato não desiste e continua com as negociações com as administrações dos estabelecimentos de saúde e também com os sindicatos patronais para garantir melhores salários e condições de trabalho para a categoria. O Sinsaúde reivindica o reajuste salarial de 3,74% (INPC acumulado) e que seja pago integralmente e em uma única parcela, além da garantia de aumento real nos salários, bem como da manutenção dos direitos e benefícios já conquistados em anos anteriores.
 
A diretoria mantém o calendário de negociações com os hospitais e sindicatos patronais. São esperadas as propostas dos patrões para garantir a assinatura de Acordos e Convenções Coletivas de Trabalho que realmente atendam às necessidades dos profissionais da saúde. Na medida que as propostas forem apresentadas, os trabalhadores serão convocados para novas assembleias de avaliação e aí vai depender deles a decisão.
 
O diretor jurídico do Sinsaúde, Paulo Gonçalves, alerta que é hora de os trabalhadores que reivindicam aumento salarial e outros benefícios reverem sua posição. “O Sindicato precisa de participação e da união de todos para se fortalecer no processo de negociações. Sem essa união, a categoria fica fragilizada nas negociações”.
 
Os benefícios constantes em Acordos e Convenções Coletivas não estão garantidos. Eles são fruto de muitos anos de luta do Sindicato e deixam de valer com o fim do prazo de validade dos documentos, conforme foram assinados. Pode ser de um ou dois anos. Se a validade do Acordo ou Convenção for um ano, terminou a validade em 31 de maio, sendo que devem ser renovados em 1º de junho, que é a data-base da categoria.
 
Os trabalhadores precisam entender que os patrões defendem os interesses de suas empresas e se unem para reduzir direitos trabalhistas. Os trabalhadores devem fazer o mesmo, ou seja, defender seus interesses junto com o sindicato que os representa e assim estar unidos para avançar nas melhorias das condições salariais e de trabalho e garantir o que já conquistaram. “Nada cai do céu para a categoria. É necessário lutar, e muito, pelos seus direitos”, afirma a presidente do Sinsaúde, Sofia Rodrigues do Nascimento.
 
Fonte: Sinsaúde Campinas