Campinas volta a atrair grandes investidores

Campinas volta a atrair grandes investidores
Publicado: 13 de novembro, 2017

 Após um longo período de retração em várias áreas de negócio, Campinas começa a sentir, a reboque dos primeiros sinais de reação do País à crise, uma retomada de investimentos sobretudo no setor imobiliário. Prova disso é o futuro investimento de R$ 500 milhões que um forte grupo de investidores destinou para um projeto audacioso, que prevê a construção de nova unidade hospitalar para a Santa Casa, mais moderna e com condições de abrigar cirurgias de alta complexidade, evitando o deslocamento de pacientes para São Paulo.

 

No terreno hoje ocupado pela Santa Casa de Misericórdia e Hospital Irmãos Penteado, será construído um complexo multiúso, com lojas, cafés e restaurantes, além de prédios residenciais e comerciais, circundado por jardins e praças de uso público. Em visita ao local esta semana, os sócios investidores da empresa que realizará o empreendimento deram entrevista exclusiva ao Correio, ressaltando as características da cidade que levaram à decisão. Um deles é Jorge Felipe Lemann, que atua no mercado financeiro há mais de 20 anos, é acionista e conselheiro da São Carlos, uma das maiores empresas de properties do Brasil com capital aberto na bolsa. 
 
Lemann disse que “Campinas dispensa apresentação, por ser líder de uma região que congrega 3 milhões de habitantes, das mais promissoras do País, que naturalmente atrai os olhares de investidores”. Lemann também se disse motivado pela localização da Santa Casa de Misericórdia, numa área central, e pela qualidade dos sócios do empreendimento. Ele se refere a Carolina Burg, sua sócia na JFL Realty, Max Lobato, da Sena Construções, Christian Deutschmann, da Propriedade Participações, Célia Rotella, representando a New City Desenvolvimento Urbano, Marcelo Fonseca e Bruno Guedes, da Iron Capital, e Fernando Aoad, da Fact Investments.
 
Nessa mesma linha, o representante da Iron Capital, outra empresa que compõe a Campinas 25, Bruno Guedes, destaca o “investimento de impacto” que estará sendo feito. “A construção de um novo hospital para a Santa Casa, que terá retorno da locação do terreno onde ficará o empreendimento, significa garantir a sua sustentabilidade a longo prazo. Será uma das poucas Santas Casas do País com uma boa saúde financeira e um hospital novo para melhor atender”, ressalta. Outro sócio do projeto, Fernando Aoad, com 30 anos de atuação no mercado financeiro, diz que “esta é uma excelente oportunidade, não apenas pelo negócio em si, mas pelo impacto social positivo entre todos os envolvidos direta ou indiretamente. Hoje, os investidores mais antenados buscam não apenas o retorno financeiro, que deve existir, é claro, mas também o social, no sentido de devolver algo para a sociedade”.
 
Um dos sócios que idealizaram e desenvolveram o empreendimento, Max Lobato ressaltou que o projeto irá gerar 2.400 empregos diretos e indiretos, o que significa um ganho para a sociedade. O projeto da Santa Casa prevê o restauro do prédio histórico, construção de um hospital novo e moderno com capacidade para atender pacientes da região, particulares e do SUS, além do projeto arquitetônico estar em sintonia com a reurbanização de uma área central importante para o convívio social.” 
 
Outro sócio idealizador, Christian Deutschmann, ressalta a visibilidade que o empreendimento trará para a cidade, além de proporcionar para a população uma nova área de convívio e lazer com um Boulevard repleto de praças e jardins. “A cidade ganhará uma nova Santa Casa, que será um hospital maior, moderno, e em condições de fazer cirurgias de alta complexidade. A Santa Casa ganhará, além do novo hospital, um incremento patrimonial significativo e um aumento da renda para garantir a sua sustentabilidade. As receitas que o empreendimento proporcionarão para a Santa Casa são imprescindíveis para ajudar na solução das suas dívidas, e permitir o seu renascimento”, finaliza Christian Deutschmann.  
 
 
 
Foto: Guilherme Gongra/AAN