Confira regras da fase de transição na regional de Campinas após prorrogação até 15 de julho
O governo estadual anunciou a prorrogação até 15 de julho da fase de transição do Plano São Paulo, que define as regras de funcionamento das atividades econômicas. A medida, anunciada nesta quarta-feira (23), inclui o Departamento Regional de Saúde 7 (DRS-7), com sede em Campinas (SP), mas algumas cidades adotam regras mais restritivas por conta da pressão no sistema de saúde.
A própria Prefeitura de Campinas ampliou o toque de recolher para o período entre 19h e 5h e fechou o cerco contra as aglomerações. A medida vale até 30 de junho, em princípio - leia mais abaixo. Outros municípios, como Mogi Guaçu e Mogi Mirim, também adotaram regras semelhantes.
Doria fez o anúncio durante a coletiva de imprensa e afirmou que a decisão se deve aos números da pandemia, que continuam altos, e após recomendação do Centro Estadual de Contingência da Covid-19. As regras de funcionamento das atividades econômicas não mudam.
"Devido aos índices ainda elevados de casos, internações e óbitos da pandemia em São Paulo, o governo do estado vai seguir, mais uma vez, a recomendação do centro de contingência", informou.
Regras da fase de transição
Atividades comerciais: atendimento presencial entre 6h e 21h
Atividades religiosas: atividades presenciais individuais e coletivas
Serviços gerais (restaurantes, cultura, salões de beleza, academias): Atendimento presencial entre 6h e 21h
Até 40% da capacidade de ocupação dos estabelecimentos
Toque de recolher de 21h às 5h
Evolução da fase de transição
A fase de transição do Plano São Paulo foi implantada no estado em 18 de abril. Desde então, foi flexibilizada em diversos momentos.
A meta do governo estadual era ampliar, já no primeiro dia de junho, o atendimento presencial para 6h e 22h, até 60% da capacidade de ocupação nos comércios e toque de recolher de 22h às 5h -- o que não ocorreu.
No entanto, em 26 de maio o governador recuou e decidiu manter todo o estado na fase de transição até o domingo (13). Na data, Doria afirmou que suspensão da flexibilização se devia aos números da pandemia, que já estavam em crescimento.
"Os indicadores da pandemia recomendam cautela neste momento, e é a cautela que estamos adotando", disse, durante entrevista coletiva.
Depois, um novo adiamento da evolução foi anunciado em 9 de junho. No dia, o governo estadual estabeleceu que a fase de transição seguiria até 30 de junho e definiu uma recomendação às cidades com mais de 90% de ocupação para que adotassem regras mais rígidas.
A recomendação foi seguida por municípios como Campinas, que ampliou o toque de recolher, e pelas quatro cidades da região de Mogi Guaçu, cujas regras foram adotadas em conjunto.
Antes mesmo dessa recomendação, Amparo, Socorro e Serra Negra já tinham restringido as atividades.
Regras em Campinas
A ampliação do toque de recolher começou a valer na segunda-feira (21). Com isso, serviços, comércios e atividades econômicas devem encerrar o funcionamento presencial às 19h e podem retomar a partir de 5h.
Nesta quarta-feira (23), a administração municipal informou que vai reavaliar a situação da pandemia na cidade até 30 de junho para definir se mantém o toque de recolher ampliado ou retoma todas as regras da fase de transição.
Setores sem funcionamento presencial entre 19h e 5h:
Atividades comerciais (comércio de rua, shoppings, galerias);
Mercados, supermercados, padarias;
Atividades religiosas (atividades presenciais individuais e coletivas);
Restaurantes (bares permanecem proibidos);
Salões de beleza, barbearias, clínicas de estética;
Clubes, academias, áreas comuns de condomínios e hotéis;
Eventos culturais, museus, cinemas;
Parques e bosques públicos (funcionam até 18h);
Toque de recolher de 19h às 5h;
Não há alterações no funcionamento durante o dia, como capacidade de atendimento de 40% e regras sanitárias.
Fonte: G1