Consumo ganha fôlego e anima retomada da economia

Consumo ganha fôlego e anima retomada da economia
Publicado: 15 de setembro, 2017


Números positivos de desempenho da economia estão deixando de ser exceções pontuais, o que indica que a recuperação tem ganhado fôlego e confirma o diagnóstico de que a recessão acabou.

Em julho, a atividade econômica medida pelo índice IBC-Br avançou 0,41% em relação a junho, segundo divulgado pelo Banco Central nesta quarta-feira (14). O resultado é livre dos chamados efeitos sazonais, que podem ser causados por eventos típicos de determinados períodos, como férias ou feriados.

O indicador ficou acima da média das projeções dos economistas (0,10%) e marcou a segunda alta seguida (o número de julho foi revisado para cima, de 0,5% para 0,55%).

O IBC-Br contabiliza cinco altas mensais –não consecutivas– nos sete primeiros meses de 2017, ante apenas três em todo o ano passado. Além disso, as expansões registradas pelo índice neste ano têm sido mais robustas.

Outros dados referentes à atividade econômica em julho e agosto apontam na mesma direção de retomada, impulsionada principalmente pelo consumo das famílias.

As vendas no varejo aumentaram 0,2%, na comparação com junho, descontada a sazonalidade.

Apesar de ser modesta, a expansão ocorreu após crescimento robusto de 2,3% em junho e superou as estimativas de economistas, que, em média, apontavam contração do indicador.

Nos sete primeiros meses de 2017, o varejo também teve cinco altas não consecutivas, ante quatro em todo o ano passado.

Embora o setor de serviços como um todo tenha recuado 0,8% em julho, na comparação com o mês imediatamente anterior, em seu recorte focado apenas nas famílias, houve alta de 1,5%.

A alta do consumo também continua sendo o principal motor do crescimento da produção industrial, que subiu 0,8% em julho, completando quatro expansões consecutivas, o que não ocorria desde 2012.

Embora todas as categorias industriais tenham avançado, a que mais subiu foi a de bens de consumo duráveis, com alta de 2,7%. Entre os setores, o principal impulso para a indústria veio de produtos alimentícios.

 

Fonte: Folha de S.Paulo
Foto: Folhapress