Covid-19: gráficos mostram mortes despencarem em população vacinada de Campinas
Um estudo apresentado pelo secretário de Saúde de Campinas (SP) nesta segunda-feira (28) mostra que as mortes de moradores acima de 60 anos despencaram no município à medida que a vacinação contra Covid-19 avançou. Na avaliação do titular da pasta, Lair Zambon, os gráficos comprovam a eficácia de todos os imunizantes disponíveis no combate à pandemia.
"Esses gráficos mostram que a vacina funciona. Se conseguirmos vacinar mais 100 mil pessoas com primeira dose em julho, e outras 100 ou 120 mil com segunda dose, possivelmente agosto marcará o começo da queda da doença entre nós. Entre 60 e 69 anos, não temos 50% de imunização e a mortalidade caiu mesmo assim", pontuou.
Segundo dados da prefeitura, Campinas superou as metas de vacinação completa (com duas doses) da população acima de 70 anos. Isso significa que foram aplicadas mais doses do que o projetado para o público-alvo - o programa de imunização trabalha com bases populacionais do IBGE para distribuir vacinas aos municípios.
Já na faixa etária de 65 a 69 anos, a cidade atingiu 49,3% do público projetado, enquanto entre 60 e 64 anos, o índice é de 24,7%.
Na última quinta-feira (24), a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa), Andrea von Zuben, explicou que a cobertura vacinal nesses grupos ainda não está completa já que a maior parte deles recebeu doses da Astrazeneca, em que o intervalo entre aplicações é de três meses.
Diante dos dados positivos da vacinação, o secretário e o prefeito, Dário Saadi (Republicanos), repreenderam uma parcela da população que tenta escolher ou recusa determinado imunizante disponível nos locais de aplicação.
"A população em geral está dando um show, mas há um percentual pequeno que pergunta, se recusa. Quantos ofícios a gente recebe de setores, de pessoas que querem se vacinar. Muita gente quer, e não consegue. Aí chega quem agendou, e quer recusar", lamentou Saadi.
"Trouxemos essas dados extremamente animados com a ciência. E veja, em nenhum momentos citamos qual vacina foi aplicada. Todas têm funcionado muito bem. Se tem uma coisa que desanima, que machuca o profissional da saúde, é essa desconfiança", completou Zambon.
Fonte: G1