Dia da Consciência Negra tem povo na rua contra o racismo e pede 'fora, Bolsonaro'

Dia da Consciência Negra tem povo na rua contra o racismo e pede 'fora, Bolsonaro'
Publicado: 22 de novembro, 2021

  Brasileiros estão nas ruas de todo o país e em várias cidades do exterior contra o governo do presidente Jair Bolsonaro e contra o racismo. Este Dia da Consciência Negra é marcado pelo sétimo ato nacional e internacional de repúdio ao presidente e ao que ele representa, em especial para as vidas negras. A negligência com a pandemia de covid-19, o aumento da violência policial, a inflação, a carestia e a fome, o desemprego e o subemprego afetam de forma mais dramática essa população.

 
Grandes atos ainda estão previstos para o período da tarde em diversas capitas. Como em São Paulo, onde a concentração começou às 12h no vão livre do Masp – mas ainda há muitas pessoas chegando neste final de tarde. Na capital paulista, trata-se da 18° edição da Marcha da Consciência Negra, unificada neste ano com as mobilizações do #20NForaBolsonaroRacista. No Rio de Janeiro teve início às 13h no Viaduto Negrão de Lima (Viaduto de Madureira), e ainda ganha corpo. Em Brasília, em frente ao Museu Nacional, e em Belo Horizonte, na Praça da Liberdade, a concentração também iniciou no meio da tarde, assim com segue em Salvador.
 
Unidade e consciência negra
Em outras capitais as manifestações começaram ainda pela manhã. Em Fortaleza, manifestantes fizeram um cortejo artístico às 10h da Praça dos Mártires (Passeio Público) até a Praça dos Leões, no centro. “Hoje, dia 20 de novembro, neste mês de novembro negro, é o momento de dar potencialidade às nossas pautas. É dia de reverenciar Zumbi, Dandara, todos que tombaram na luta contra o racismo, contra a escravidão do povo preto (…) Em todo Brasil unificamos a luta dos pretos e das pretas pelo fora Bolsonaro. É muito importante unidade dos que estão na chibata, dos que sofrem, dos que passam fome, que comem osso. Isso é essencial”, disse a coordenadora estadual do Movimento Negro Unificado (MNU) do Ceará e secretária de Combate ao Racismo da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam), Vilani Oliveira.
 
Mais atos
Já em Salvador, o dia começou com a cerimônia simbólica da lavagem da estátua de Zumbi dos Palmares, no Pelourinho. O mesmo ritual foi também executado ainda durante a manhã, pela primeira vez, em São Paulo, na Praça Antônio Prado, localizada na região central. 
 
A lavagem da estátua de Zumbi em São Paulo foi uma ação organizada por movimentos sociais e centrais sindicais e ainda conta, ao longo do dia, com apresentações artísticas e culturais.
 
Outra cidade que sediou uma grande passeata foi Florianópolis, nos arredores da Praça da Alfândega; local tradicional de mobilizações na cidade.
 
Por todo o país, atividades antirracistas acontecem nos mais diferentes ambientes. No colégio estadual João Bettega, localizado no bairro Novo Mundo, em Curitiba, por exemplo, várias atividades e oficinas são desenvolvidas, como confecção de bonecas negras, batalha de MCs. As ações de consciência são organizadas pela direção e professoras do colégio público, a ação conta com apoio da União de Moradores e Trabalhadores (UMT) e do Movimento das Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos (MTD).
 
Fonte: Rede Brasil Atual