Diretores do Sinsaúde participam do I Encontro Nacional de Cipeiros e Cipeiras

 Diretores do Sinsaúde participam do I Encontro Nacional de Cipeiros e Cipeiras
Publicado: 01 de agosto, 2025
O evento contou com o apoio de centrais sindicais como a UGT, CUT, Força Sindical e CTB e reuniu dirigentes sindicais e de CIPAs de diversos setores, como saúde, comerciários, metalúrgicos, químicos e outras categorias. Dois diretores do Sinsaúde participaram: Geraldo Soares e Margarete Costa.
 
A Fundacentro, entidade governamental que tem missão de produzir políticas públicas de segurança no trabalho, realizou em sua sede em São Paulo, nesta quarta-feira (30), o I Encontro Nacional de Cipeiros e Cipeiras. O evento contou com o apoio de centrais sindicais como a UGT, CUT, Força Sindical e CTB e reuniu dirigentes sindicais e de CIPAs de diversos setores, como saúde, comerciários, metalúrgicos, químicos e outras categorias. O Sinsaúde enviou dois diretores: Geraldo Soares e Margarete Costa.
 
O Encontro contou com palestras e foram formados grupos de trabalho para apontar problemas e como enfrenta-los na área de segurança do trabalho. Com o resultado, será produzido um documento que será encaminhado à 5ª. Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador, que acontecerá em Brasília, em agosto. A etapa nacional reunirá pessoas de todo o País pra debater e definir diretrizes e propostas à Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora.
 
Entre as principais indicações feitas pela plenária, de acordo com o diretor do Sinsaúde, Geraldo Soares, foi a necessidade de manter a independência da CIPA, que cipeiros cem por cento eleitos, mandatos de dois anos, aumentar o número de cipeiros dentro das empresas, criar regras para abrir canais de comunicação entre a CIPA e os sindicatos, além de transferir o treinamento dos cipeiros para os sindicatos.
 
“Foi um evento muito importante. Além das questões de segurança, agora a CIPA tem que tratar das de assédio. Para tanto, a quantidade de cipeiros dentro das empresas não é suficiente e é preciso treinamento e estabilidade para poder agir”, destaca Geraldo.  
 
De acordo com informações da Agência Sindical, que cobriu o evento, um dos temas debatidos no Encontro foi a escala 6x1 e suas consequências prejudiciais à saúde do trabalhador. Numa urna do Plebiscito Popular, a primeira questão na cédula era sobre o fim dessa escala. “Queremos mais tempo livre pra viver” – é principal o bordão da campanha.

Sinsaúde à frente
 
Para a diretora do Sinsaúde, Margarete Costa, a atividade foi importante para reunir cipeiros e cipeiras de várias partes do Brasil e que foi apontado que em algumas empresas o Sindicato não tem participação ativa e a CIPA nem existe. “Muitas demandas a serem implantadas, gostei muito de fazer parte desse encontro. O que é necessário é ter leis que modifiquem a eleição das CIPAs fazendo com que os cipeiros sejam sempre eleitos e não indicados pela empresa”, destaca. 
 
Margarete destaca que a CIPA precisa atuar na prevenção de acidentes e principalmente contra o assédio e não somente ter reuniões mensais para saber o número de acidentes que ocorreram. “A participação nos revelou que o nosso sindicato, o Sinsaude, está bem ativo e participativo aqui em Campinas e estamos sempre à frente neste debate”, aponta.
 
Fundacentro
 
A Fundacentro foi criada em 1966. Atualmente, é presidida pelo médico Pedro Tourinho. Durante décadas, funcionou como órgão efetivo de apoio às demandas sindicais por saúde e segurança no trabalho, produzindo também farta literatura técnica sobre condições de trabalho, no campo e na cidade. Com o avanço neoliberal, especialmente a partir do governo Temer, a Fundação passou por um processo de desmonte. O desmonte foi drasticamente agravado por Bolsonaro.
 
Fonte: Sinsaúde Campinas e Região com Agência Sindical