Diretoria do Sinsaúde presente na apresentação da nova direção da Maternidade
O Hospital Maternidade de Campinas está sob a direção da PUC-Campinas, desde maio deste ano. A entidade apresentou aos vereadores de Campinas sua nova diretoria e os planos de recuperação judicial da primeira maternidade da cidade, que atualmente tem uma dívida acumulada de R$ 142 milhões, parte dela com seus trabalhadores. Os representantes da Maternidade aproveitaram para pedir apoio financeiro ao Legislativo, por meio de emendas parlamentares.
O evento aconteceu na Câmara Municipal, na quarta-feira (8), e contou com a presença da presidente do Sinsaúde, Sofia Rodrigues do Nascimento, e dos diretores Peter da Silva, Regiane Teixeira, Maria de Lourdes Cruz e Paulo Gonçalves.
Para Sofia, a mudança na Maternidade é importante e necessária para buscar solução aos problemas administrativos que se arrastavam por anos. “Queremos transparência nesta transição e na nova administração. Vamos apoiar as iniciativas que preservem os direitos dos trabalhadores e a prestação de serviço de qualidade na Maternidade”, afirma.
O padre José Meschiatti, administrador diocesano, destacou a missão da Maternidade, com uma história de 111 anos, e dos objetivos da administração da PUC de “cuidar da vida e da saúde’, prometendo pagar as dívidas e restaurar a saúde da própria Maternidade. Seguido pela fala de Ana Luiza Ferreira, diretora da Enfermagem e Assistência do Hospital da PUC, que destacou o projeto de ampliar o banco de leite, implementar até 2025 o ONA nível 3 e agir com transparência nesta nova fase da entidade. O médico Altair Massaro apresentou dados financeiros da instituição e sobre a oportunidade de conseguir descontos e parcelamentos dentro do plano de recuperação judicial.
O diretor Jurídico do Sinsaúde, Paulo Gonçalves, ressalta a importância do Sinsaúde em acompanhar e apoiar a reconstrução administrativa da Maternidade. “Desde o começo, temos participado para garantir os empregos, os direitos e a valorização dos trabalhadores”, afirma. O Sinsaúde tem um Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) com a Maternidade e também ações na Justiça de cumprimento de ACT, adicional de insalubridade e depósito de FGTS.
Investimentos necessários
O objetivo da apresentação feita pela nova diretoria da Maternidade aos vereadores é solicitar emendas parlamentares para os investimentos. De acordo com documento apresentado à Câmara, a Maternidade é responsável por 56% dos nascimentos na cidade, cerca de 700 partos mensais, a maioria deles pelo SUS e parte por convênios privados.
Pelo levantamento realizado pelos novos administradores, há necessidade de investimentos que somam R$ 62 milhões, como reforma no sistema elétrico do prédio, no pronto atendimento, na central de materiais, ambulatório e banco de leite, compra de equipamentos que vão de autoclaves a colchões pneumáticos, além de instrumentos cirúrgicos.
Banco de Leite busca doadores
Uma das iniciativas da Maternidade de Campinas é aumentar seu Banco de Leite. Atualmente com pouco mais de 60 litros armazenados, a entidade entra na Campanha Agosto Dourado – Juntos pela Amamentação, com o objetivo de aumentar o estoque e conseguir 200 litros até o final do mês. O objetivo é alcançar a meta de 400 litros por mês até 2025.
O leite materno é importante para todos os bebês, principalmente para os que estão internados e não podem ser amamentados pela própria mãe. A Maternidade pede para que mães que estejam amamentando e tenham leite excedente sejam doadoras e ajudem quem precisa.

A diretora sindical, Regiane Teixeira, que é funcionária da Maternidade, informa que esta é uma iniciativa que o Sinsaúde apoia e divulga em suas redes. “O Sindicato tem compromisso com os trabalhadores e responsabilidade social, por isso, apoiamos a iniciativa do banco de leite, porque ela beneficia as crianças, as mães e a sociedade de forma geral”, pondera.
Serviço
Horário de Atendimento do Banco de Leite:
De segunda a sexta-feira, das 8h às 17h
Sábados, Domingos e Feriados: das 8h às 11h
Telefone: (19) 3306-6039.