Em videoconferência do G20, Teich diz que 'não tem caminho fácil' para saída da crise do coronavírus

Em videoconferência do G20, Teich diz que 'não tem caminho fácil' para saída da crise do coronavírus
Publicado: 20 de abril, 2020

 O ministro da Saúde, Nelson Teich, afirmou neste domingo (19), durante uma videoconferência que reuniu ministros da Saúde de países do G20, que não há "caminho fácil" para que o mundo saia da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus, e que os sistemas de saúde não serão mais os mesmos.

 
Teich assumiu o ministério na última sexta (17), no lugar de Luiz Henrique Mandetta, demitido pelo presidente Jair Bolsonaro em meio a embate público envolvendo as medidas de isolamento - defendidas por Mandetta e criticadas por Bolsonaro — para controle do vírus no Brasil.
 
“Não tem caminho fácil para sair da crise e acredito que os sistemas de saúde nunca mais serão os mesmos depois dessa experiência", afirmou Teich em sua fala durante a videoconferência.
O ministro da Saúde afirmou ainda que o Brasil reconhece o papel e a importância do trabalho da Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta pandemia que, segundo ele, traz desafios "profundos" para todos os países.
 
“A urgência da Covid-19 está nos confrontando a todos, e isso é crítico. E parabenizamos essa reunião dos ministros da Saúde do G20, considerando os profundos desafios que essa pandemia traz para o bem-estar social e econômico da nossa população neste momento”, afirmou.
 
Nelson Teich ressaltou que a reunião foi sua primeira participação internacional como ministro, e ressaltou que o Brasil se compromete em cooperar com os outros participantes.
 
"Levando em conta que essa é minha primeira participação internacional como Ministro da Saúde do Brasil, eu quero aproveitar essa oportunidade para reforçar o compromisso brasileiro em trabalhar junto e achar soluções", ele finalizou.
 
Testes ajudam a 'entender o problema', diz ministro
Em declaração depois do encontro, Teich disse que os testes em massa são importantes para "entender melhor a doença, entender a evolução [dos casos]" e para "enfrentar o problema e sair dele". Entretanto, o ministro reconheceu que nem todos serão testados — ele citou a Coreia do Sul e a Itália que, mesmo que tenham ampliado o total de exames, nem todos tiveram diagnóstico.
 
"O simples fato de haver testes não garante que você vai sair [da pandemia]. As ações que você desenha com essa informação é que definem como a gente vai seguir e sair desse problema", afirmou.
Teich ressaltou que o entendimento de como o novo coronavírus se propaga e age nas pessoas levarão às tomadas de decisões para que medidas contenham a crise antes da disponibilidade de uma vacina ou de um tratamento com medicamentos. "A gente não sabe o tempo que isso vai levar."
 
"Isso nos obriga a realmente entender o que está acontecendo para que a gente consiga desenhar as políticas e ações que vão nos ajudar a passar por isso da forma mais rápida e independente do tempo que leve para que essas situações ideais — vacina e tratamento — aconteçam", explicou o ministro.
 
Além disso, Teich ressaltou que o trabalho para conter a epidemia envolve diferentes atores. "A gente trata o Brasil como um todo, e a gente vai respeitar as peculiaridades e as particularidades dos estados e das regiões do Brasil", finalizou.
 
Fonte: G1