Equipamento do HC de Ribeirão Preto identifica fungos e bactérias em 2 minutos
Um equipamento utilizado pelo Hospital das Clínicas (HC) de Ribeirão Preto (SP) é capaz de identificar fungos e bactérias em dois minutos. Com isso, os médicos passaram a escolher mais rapidamente antibióticos e tratamentos certeiros para os pacientes.
O equipamento, que custou R$ 1,3 milhão ao hospital, funciona por meio da espectrometria de massas, que consiste na identificação do fungo ou da bactéria a partir das suas medidas de massa e estrutura em um sistema computadorizado.
A análise começa com a extração de amostras de micro-organismos a partir do corpo do paciente, que são semeadas em placas de vidro, chamadas de culturas, até que as substâncias cresçam.
O processo dura 24 horas. Depois, os patógenos crescidos são semeados novamente em uma placa de metal do novo equipamento.
Na sequência, em até dois minutos, o sistema identifica qual é a espécie do micro-organismo que infectou o paciente. Antes, além das 24 horas, eram necessários ao menos dois dias para o laudo final.
Em seguida, uma amostra deste patógeno é colocada dentro de outro equipamento que identifica, por meio de um software no computador, qual remédio pode neutralizar a substância.
Agilidade e economia
De acordo com o infectologista Valdes Bolella, o equipamento reduziu custos hospitalares, já que o paciente agora começa a utilizar o medicamento adequado mais rápido.
O médico explica que as chances de ele precisar de tratamentos de alto custo, como internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), diminuem.
"Um dia de internação na UTI é muito caro. Se você faz um tratamento mais efetivo, a pessoa melhora mais rápido e vai para o quarto ou para casa, você reduz custos. E, mais importante, tem melhores resultados em termos de curas e controle das doenças infecciosas graves", diz Bolella.
Segundo o infectologista, antes da compra do equipamento, a identificação de bactérias e fungos ocorria a partir da observação humana.
Os micro-organismos eram semeados nas placas de cultura e o técnico analisava quais enzimas e outras substâncias bioquímicas eram produzidas.
Fonte: G1