Estudantes protestam no centro de São Paulo contra o aumento das passagens

 Estudantes protestam no centro de São Paulo contra o aumento das passagens
Publicado: 15 de janeiro, 2025
O centro de São Paulo (SP) foi palco de mais um ato contra o aumento das passagens de trem, metrô e ônibus na cidade. O protesto reuniu centenas de manifestantes em frente ao Theatro Municipal, na praça Ramos, por volta das 18h.
 
 
A manifestação foi convocada por entidades estudantis, entre elas a União Nacional dos Estudantes (UNE), União Estadual dos Estudantes (UEE), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e União Paulista de Estudantes Secundaristas (Upes).
 
 
Acompanhados por forte aparato policial, os estudantes marcharam pela região central, passando pelo Largo do Paissandu e seguindo até a Praça da República, onde o ato se encerrou em frente à Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. 
 
 
Esta foi a segunda manifestação contra o aumento das passagens na capital paulista desde o anúncio feito pelo prefeito Ricardo Nunes, em 26 de dezembro. Na última quinta-feira (9), um ato convocado pelo Movimento Passe Livre (MPL) reuniu cerca de 2 mil pessoas em frente à sede da Prefeitura de São Paulo, no Viaduto do Chá.
 
 
O MPL já convocou um novo protesto para esta quinta-feira (16), às 18h, com concentração também em frente ao Theatro Municipal. 
 

Preço sobe, qualidade não
 
Na capital, o preço da passagem do transporte sobre trilhos, de trem e metrô, aumentou de R$ 5 para R$ 5,20, e o da passagem de ônibus de R$ 4,40 para R$ 5. 
 
 
O reajuste de 13,6% da taxa cobrada para passar pela catraca do ônibus é o maior feito na capital paulista nos últimos 10 anos, mas a Prefeitura de Ricardo Nunes afirma que o aumento está abaixo da inflação acumulada desde o último reajuste feito em 2020, em torno de 32%. 
 
 
Em nota, a União dos Estudantes afirmou que "o aumento da passagem nos ônibus municipais da capital representa o maior aumento da história, enquanto a qualidade segue a mesma há mais de uma década em muitas linhas".
 
 
Fonte: Brasil de FAto