Federação discute reforma trabalhista em Marília

Federação discute reforma trabalhista em Marília
Publicado: 22 de junho, 2017

O presidente da Federação da Saúde do Estado de São Paulo, Edison Laércio de Oliveira, ouviu os dirigentes regionais em Marília ontem (21) sobre a reforma trabalhista e previdenciária. O objetivo é formular um documento para intervir nas votações, conseguindo a correção dos pontos mais conflitantes.
A Federação e o Sinsaúde (Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde) são contrários à reforma trabalhista no formato em que está. E, embora não acreditem que não seja aprovada, querem intervir corrigindo, pelo menos, o que chamam de pontos mais conflitantes.
“Os sete itens iniciais da reforma formalizariam o que já ocorre na prática, como o parcelamento das férias, por exemplo. E seríamos favoráveis. No entanto, esses sete itens viraram 117 na Câmara dos Deputados, servindo aos empresários que estão locados no Congresso Nacional”, disse Oliveira.
O contato direto da Federação com as bases, como aconteceu ontem em Marília, visa a formalização de um documento junto à UGT (União Geral dos Trabalhadores). “Amanhã (hoje) estaremos em Tupã”, mencionou o presidente.
Participaram da reunião de ontem dirigentes sindicais de Marília, Tupã e Dracena. Segundo Oliveira, o posicionamento dos dirigentes, representando os trabalhadores, tem sido muito semelhante e contrário aos itens da reforma trabalhista, incluindo a terceirização, já aprovada em março, e da previdenciária.
“Não somos contrários às reformas, mas estas reformas estão sendo feitas exclusivamente com a classe patronal, com os sindicatos à margem das discussões e conclusões. Somos a favor até mesmo da reforma sindical, mas eliminar a contribuição sindical é uma estratégia para enfraquecer os sindicatos e, consequentemente, os próprios trabalhadores e sua luta por direitos”, destacou o presidente da Federação.

Fonte: Jornal da Manhã Marília 

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