Financiamentos do BNDES caem 17% no acumulado até julho
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou nesta terça-feira (15) que desembolsou R$ 40,2 bilhões em volume de financiamentos nos 7 primeiros meses do ano, uma queda de 17% frente ao mesmo período de 2016.
Apenas em julho, a queda foi de 21% em relação ao mesmo mês de 2016, com um total de R$ 6,7 bilhões em desembolsos.
Em 12 meses, os desembolsos somam R$ 79,8 bilhões, um recuo de 26% na comparação anual. Em 2016, os desemboldos somaram R$ 88,3 bilhões, o menor volume em empréstimos desde 2007.
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Banco fala em 'recuperação gradual'
Segundo o BNDES, o volume de empréstimos concedidos ainda refletem o quadro econômico de baixa demanda por crédito para investimentos e a expectativa é de "recuperação gradual da demanda por recursos do BNDES até o fim do ano".
Segundo o banco, as consultas sobre potenciais financiamentos recuaram 12% no acumulado em 7 meses, o que representa uma melhora ante a queda de 18% em 12 meses.
Dos R$ 40,2 bilhões em empréstimos no ano, 60% foram destinados para grandes empresas e 40% para pequenas, médias e microempresas.
A queda dos desembolsos ocorreu praticamente em todos os grandes segmentos. Os desembolsos para a indústria caíram 41%, para R$ 9,047 bilhões; no setor de infraestrutura, a queda foi de 5%, para R$ 14,473 bilhões. Já os desembolsos para o segmento de comércio e serviços recuaram 17%, para R$ 8,577 bilhões.
Apenas os desembolsos para a agropecuária subiram nos sete primeiros meses do ano, atingindo R$ 8,130 bilhões, uma alta de 6% na comparação com igual período de 2016.
Como outro destaque positivo, o BNDEs citou os desembolsos para o financiamento de máquinas e equipamentos aumentaram. Somente em julho, a Finame, linha de crédito para bens de capital, desembolsou R$ 2,3 bilhões, o que representou um crescimento de quase 90% em relação ao mesmo mês do ano passado.
No acumulado do ano até julho, a Finame aprovou R$ 12,6 bilhões, montante 35% acima dos R$ 9,3 bilhões registrados no mesmo período de 2016.
Fonte:G1