Governo investe R$ 11,9 mi no combate à malária

 Governo investe R$ 11,9 mi no combate à malária
Publicado: 14 de dezembro, 2016
 
Para combater a malária, o Ministério da Saúde anunciou investimento de R$ 11,9 milhões em nove estados, que concentram 99% dos registros da doença: Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.
 
Os recursos, repassados em parcela única do Fundo Nacional de Saúde aos estados, serão destinados à operacionalização de ações de eliminação da doença.
 
O investimento vai reforçar a frota de transportes, ações de controle vetorial, diagnóstico, infraestrutura e material de informática. As secretarias estaduais de Saúde serão responsáveis pela aquisição de insumos e equipamentos como veículos, barcos, microscópios e computadores para posterior distribuição aos seus respectivos municípios.
 
Objetivos do Milênio
 
O Brasil é signatário do acordo da Organização das Nações Unidas (ONU), os Objetivos do Milênio. Um deles se referia à redução de 75% da incidência da malária entre 2000 e 2015. Nesse período, o número de casos notificados no País caiu de 615.246, em 2000, para 143.162, em 2015, uma redução de 77%, sendo o menor número dos últimos 36 anos.
 
Além disso, houve a queda de 86% no número de óbitos, reduzindo de 243, em 2000, para 34, em 2015. “O Ministério da Saúde não tem medido esforços para controlar e prevenir a doença no País. As ações, em conjunto com estados e municípios, têm demonstrado resultados positivos a cada ano”, destacou o ministro Ricardo Barros.
 
A meta lançada pelo Programa Nacional de Prevenção e Controle da Malária é de alcançar, no ano de 2019, no máximo 100 mil casos autóctones da doença e 10 mil registros de malária por Plasmodium falciparum. Para 2016, a meta estabelecida é de não ultrapassar os 19 mil casos autóctones de malária falciparum.
 
Para isso, o Ministério da Saúde vem trabalhando no controle e na prevenção da malária, definindo estratégias e pactuando metas, mantendo o suprimento de antimaláricos e inseticidas, investindo em infraestrutura, aperfeiçoando as ferramentas de diagnóstico. Como parte dessas ações tem financiado pesquisas voltadas para o monitoramento da eficácia dos tratamentos, da resistência dos mosquitos transmissores da doença, das avaliações do programa, da contabilidade de gastos dos programas, além de pesquisas voltadas para identificar estratégias inovadoras para alcançarmos os objetivos propostos.