Haddad e o presidente da CNI criticam taxa Selic alta do Brasil
A economia brasileira é o grande tema a ser debatido, principalmente, na semana que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) realizará reunião para definir a taxa básica de juros.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, foi questionado hoje sobre a expectativa de corte de juros em agosto. Haddad foi mais enfático e disse que a taxa deveria ser reduzida em março, na segunda reunião do Copom.
O BC consultou analistas após os índices econômicos melhoraram e projetaram corte dos juros a partir de agosto e uma projeção de corte também para 2024.
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, é mais um crítico do nível dos juros no Brasil. “Não há no Brasil nenhuma atividade econômica que possa pagar os juros tão elevados como estamos vendo hoje”, disse o presidente da CNI em entrevista para o Estadão.
Centrais sindicais
As centrais sindicais iniciaram manifestações contra o alto juros que está sendo praticado no Brasil. Na sexta-feira (16) ocorreu a primeira mobilização no ABC.
Amanhã, na sede do Banco Central em São Paulo, na Avenida Paulista, as centrais sindicais estarão manifestando e pedindo que o Copom abaixe a taxa Selic já na reunião desta semana.
O presidente da CUT Nacional, Sérgio Nobre, escreveu em sua rede social: “Não vamos sair das ruas até Campos Neto baixar a Selic. Se não fizer isso, vamos ao Senado pedir a cassação dele.” Para Nobre, o presidente do BC precisa promover emprego e desenvolvimento do país, não o contrário.
Ivone Silva, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, fala sobre a taxa de juros alta é estrangular o orçamento do Brasil para pagar juros e amortizações da dívida.
“Quanto mais a taxa de juros sobe, mais o orçamento brasileiro é desviado para pagar juros e amortizações da dívida, o que beneficia os bancos. Isso acontece porque 40% da dívida pública é indexada à taxa Selic”, disse Ivone.
Agenda: Ato das Centrais Sindicais contra os juros altos
Data: 20 de junho
Horário: a partir das 9h30
Local: Sede do Banco Central
Endereço: Av. Paulista, 1804, São Paulo/SP
Fonte: Redação Mundo Sindical - Manoel Paulo / Foto Lula Marques/ Agência Brasil - 19/06/2023