Hospital nega acesso ao prontuário de Klara Castanho para investigação

Hospital nega acesso ao prontuário de Klara Castanho para investigação
Publicado: 05 de julho, 2022

 O hospital que teria vazado informações da atriz Klara Castanho negou acesso ao prontuário de atendimento dela ao Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP). O órgão apura uma possível infração ética praticada por um profissional que teria compartilhado as informações sigilosas referentes à artista.

 
Após ser exposta, Klara revelou que foi vítima de um estupro, ficou grávida e entregou a criança para a adoção após o nascimento. Ela relatou que, ainda sob o efeito da anestesia do parto, uma enfermeira a ameaçou com o vazamento da sua situação.
 
Segundo o Coren-SP, a justificativa dada pelo Hospital Brasil, que pertence à Rede D'Or e fica em Santo André (Grande SP), é que seria preciso uma autorização prévia da paciente, "seguindo o previsto em resoluções do Conselho Federal de Medicina (CFM) e no Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem".
 
O conselho depende da liberação de documentos internos para prosseguir com a investigação dos fatos e identificação dos envolvidos.
 
Em nota, o órgão afirma que "se põe à disposição da atriz, caso isso seja de sua vontade, para orientação quanto aos procedimentos para encaminhamento de apuração da conduta dos profissionais de enfermagem que a tenham atendido ou de autorização para acesso ao prontuário."
 
 
Na última semana, o Coren-SP visitou o hospital em que Klara foi atendida e pediu cautela, "ainda que a sociedade aguarde respostas imediatas para o caso".
 
Procurado, o Hospital Brasil disse que forneceu nome e registro dos profissionais que tiveram contato com a paciente e que "está colaborando e mantendo contato com todas as autoridades envolvidas na elucidação do caso desde o início da apuração dos fatos".
 
?Já o Coren-SP afirmou que o hospital forneceu a escala dos profissionais das unidades materno-infantis, não a lista de quem atendeu Klara.
 
Klara Castanho se pronunciou sobre o caso após a apresentadora Antonia Fontenelle, que, mesmo sem citar o nome da atriz, descreveu sua situação em detalhes nas redes sociais. "Parir uma criança e não querer ver e mandar desovar por acaso é crime, sim. Só acha bonitinho essa história de adoção quem nunca foi a um abrigo", escreveu a pré-candidata a deputada federal no Instagram. "O nome disso é abandono de incapaz."
 
A atriz foi a público responder às acusações e publicou uma carta aberta em suas redes sociais. "No dia em que a criança nasceu, eu, ainda anestesiada do pós-parto, fui abordada por uma enfermeira que estava na sala de cirurgia. Ela fez perguntas e ameaçou: 'Imagina se tal colunista descobre essa história'. Eu estava dentro de um hospital, um lugar que era para supostamente para me acolher e proteger", escreveu Klara em seu Instagram.
 
Após a exposição pública da história, vários artistas manifestaram apoio a ela, como Ana Maria Braga, Taís Araújo e Giovanna Antonelli.
 
Fonte: Folha de SP