Hospital psiquiátrico Seara fecha 60 leitos
O Hospital Seara de Americana, que atende pacientes psiquiátricos de toda a região de Campinas, informou à prefeitura nesta quarta-feira que fechará 60 leitos SUS (Sistema Único de Saúde). A justificativa apresentada pela diretoria da instituição é em relação a problemas financeiros. A unidade atende pacientes de até 42 cidades ligados à DRS (Diretoria Regional de Saúde) de Campinas, mas segundo a Secretaria de Estado da Saúde a mudança não tem grande impacto por fazer parte da chamada desospitalização das pessoas que enfrentam problemas psiquiátricos.
A ideia de trazer pacientes psiquiátricos para tratamentos que também permitam sua socialização, de acordo com a pasta, reduz o impacto de um fechamento.
A assessoria de imprensa da Saúde ainda revelou que o fechamento dessas 60 vagas não deve ser imediato. Segundo o portal que mantém na internet, o Seara tem 200 leitos de atendimento, mas não há especificação sobre o número dos pacientes que estão voltados para a rede de saúde pública. A direção do hospital não retornou às tentativas de contato da reportagem do LIBERAL durante toda a tarde e noite desta quarta-feira (28).
A diretora Adriana Coelho foi procurada na instituição, no Conselho de Saúde (do qual faz parte) e pelo telefone celular, mas não foi encontrada e sequer retornou às tentativas de contato. Uma funcionária do local informou apenas que não havia nada concretizado sobre esta questão.
O hospital é filantrópico e, além de recursos públicos, também sobrevive de doações e parcerias para se manter aberto. A instituição existe desde 1963 e também não houve informação sobre a permanência da instituição na cidade. Por meio de nota, a prefeitura apenas informou ainda que há uma política nacional de Saúde Mental que defende um tratamento que preserve as relações dos pacientes com familiares e a comunidade em que vive.<p>“Americana possui uma boa estrutura, com o Caps (Centro de Atendimento Psicossocial Adulto), o infantil e ainda uma unidade de combate a álcool e srogas e, brevemente, será instalada a primeira residência terapêutica em Americana.”
Fonte: O Liberal