Hospital Renascença: Proposta Zero. E agora? Quem decide é você!

Hospital Renascença: Proposta Zero. E agora? Quem decide é você!
Publicado: 11 de julho, 2025
Você tem um compromisso com você próprio e também com seus colegas: estar presente na assembleia que será realizada na sexta-feira, 11 de julho, ao meio-dia, na porta do hospital para definir os rumos da Campanha Salarial 2025, que está parada por falta de negociação e proposta. A direção do Hospital Renascença, que tradicionalmente negocia diretamente com o Sinsaúde o reajuste salarial, novos benefícios e as condições de trabalho dos seus trabalhadores, até agora não apresentou uma proposta em atendimento à pauta de reivindicações que o Sindicato apresentou no final de março, e que atenda às necessidades mínimas da categoria. 
 
“A data-base da categoria é junho e já estamos em julho sem qualquer definição do aumento dos salários e outras conquistas necessárias à sobrevivência dos profissionais da saúde”, explica a vice-presidente do Sinsaúde, Juliana Machado. Todas as conquistas venceram em 31 de maio e, a partir de junho, o hospital pode cumprir apenas a lei e ela é bem abaixo dos benefícios conquistados ao longo dos anos.
 
 
 
                                   Conquistas Sinsaúde Legislação (CLT)
Reajuste salarial anual Variável Variável Não prevê
Piso salarial por função Garantido Garantido Salário minímo
Jornada especial de trabalho 180 horas 180 horas 220 horas
Sobretaxa hora extra 100% (a partir da 2ª) 50%
Sobretaxa horário noturno 40% 20%
Cesta básica /Vale-alimentação Todos tem garantido

Não prevê

 
Importante lembrar que sem os trabalhadores o hospital não existiria. Os profi ssionais da saúde são a base sólida do atendimento aos usuários, a base sólida dos lucros que o hospital acumula diariamente.
 
E sem a assinatura do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), o que é feito por meio da negociação direta entre hospital e Sinsaúde, só vai restar seguir a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) do sindicato patronal, ao qual o hospital é ligado. No caso do Renascença, é o Sindhosp.
 
Sindhosp e hospital desrespeitam trabalhadores com proposta que está longe das necessidades
 
Com o silêncio do hospital, restará ao Sinsaúde obrigar o estabelecimento a seguir a CCT que deverá ser assinada com o Sindhosp. “Essa Convenção também não foi assinada porque a proposta do sindicato patronal é insignificante”, avalia a diretora sindical, Isabella Sales.
 
O Sindhosp oferece a reposição do índice de inflação, 5,20% divididos em duas parcelas, sendo 2% em junho e 3,20% apenas em dezembro. E com um detalhe: somente para quem ganha até R$ 8.157,41. Acima deste teto salarial, fi caria a critério da livre negociação.
 
O mesmo índice também deverá ser aplicado aos pisos salariais e a cesta básica.A cesta básica no Renascença é de apenas R$ 265,47. “É uma proposta que desvaloriza e desrespeita os trabalhadores. Já fechamos acordo com o hospital Benefi cência
Portuguesa, por exemplo, que garantiu 6% de reajuste e uma cesta básica de R$ 374,00. Onde está aquele hospital que valorizava seus trabalhadores”, questiona o diretor Jurídico do Sinsaúde, Paulo Gonçalves.
 
Participar da assembleia e contribuir na decisão é responsabilidade de todos. Não se pode calar diante de tanto descaso. Queremos que todos os trabalhadores participem da assembleia para defi nir o que deve ser encaminhado pela diretoria do Sinsaúde: aceitar a proposta do Sindhosp, defi nir formas de protesto ou decidir pelo movimento de greve imediato. “A decisão é do trabalhador. Ele precisa assumir a sua responsabilidade nesta Campanha Salarial e pode contar com todo apoio do Sinsaúde em sua decisão”, frisa a vice-presidente da entidade, Juliana Machado.
 
Entre em contato com a diretora Isabella Sales para tirar dúvidas: (19) 19 98241-6496
 
Fonte: Sinsaúde Campinas e Região