Humanitária mostra descaso com campanha salarial e Sinsaúde rejeita proposta de acordo

Humanitária mostra descaso com campanha salarial e Sinsaúde rejeita proposta de acordo
Publicado: 18 de julho, 2023

  Sinsaúde rejeitou a proposta da Sociedade Operária Humanitária, de Limeira, apresentada dia 12, que não atende às reivindicações da categoria e revela um descaso com a Campanha Salarial 2023, que pede aumento salarial de 8% acima da inflação e avanço nos benefícios. O hospital propõe reajuste de 4%, dividido em duas vezes, com a primeira parcela em junho e a segunda parcela somente em dezembro.

 
 
 
“O Sindicato rejeita este tipo de proposta, que é um desrespeito ao trabalhador. É inaceitável uma oferta que desmereça a categoria desta forma”, afirma o presidente da subsede do Sinsaúde em Limeira, Leandro Barreto.
 
 
 
Ele pediu uma nova rodada de negociações com a administração do Hospital, ainda sem data marcada.
 
A proposta do Humanitária, além de promover um achatamento dos salários, ainda sugere alterações que reduzem direitos, sem contar que não fala nada sobre o pagamento do Piso Nacional da Enfermagem. O governo federal destinou mais de R$ 1,85 milhão para que o hospital cumpra a lei 14.434/2022, que prevê piso salarial para enfermeiros, técnicos e auxiliares de Enfermagem.
 
Para o diretor sindical Ricardo Pereira é necessário a mobilização da categoria para lutar por melhorias nas condições de trabalho.
 
 
 
“Agora é importante que os trabalhadores estejam unidos e prontos para lutar por um acordo que traga vantagens aos funcionários”, avalia.
 
 
 
A presidente do Sindicato, Sofia Rodrigues do Nascimento, convoca a categoria para estar junta ao Sindicato e mobilizada em defesa da pauta aprovada.
 
 
 
“A categoria tem lutado por muitas décadas para garantir conquistas e respeito, por isso não podemos retroceder e temos que avançar na luta por melhores condições de salários e de trabalho”.
 
 
HISTÓRIA DE LUTA
 
Nunca foi fácil conscientizar a Sociedade Humanitária a cumprir com os direitos dos trabalhadores. Algumas vezes, o Sindicato precisou recorrer à Justiça para garantir o que a lei manda. Neste ano, por exemplo, saiu a sentença que obriga o hospital a pagar mais de R$ 1 milhão em adicional de insalubridade para as trabalhadoras do Setor de Higiene e Limpeza.
 
Em 2021, o Sindicato novamente recorreu à Justiça para impedir que trabalhadores fossem demitidos sem o pagamento dos direitos.
 
O diretor Jurídico do Sinsaúde, Paulo Gonçalves, reafirma a disposição do Sinsaúde de defender os profissionais da saúde.
 
“O Sindicato coloca à disposição da categoria toda o nosso corpo jurídico para garantir que o trabalhador tenha seus direitos respeitados”, afirma.
 
Fonte: Sinsaúde Campinas