Infecções, diabetes, epilepsia, depressão: Saúde de Campinas tem 17 remédios em falta e previsão é normalizar em até 4 meses

Infecções, diabetes, epilepsia, depressão: Saúde de Campinas tem 17 remédios em falta e previsão é normalizar em até 4 meses
Publicado: 13 de julho, 2022

 A rede básica de saúde de Campinas (SP) está com ao menos 17 remédios em falta, segundo a prefeitura confirmou nesta terça-feira (12). São medicações para tratar infecções, inflamações, alergias, problemas respiratórios, epilepsia, vermes, depressão, diabetes e esquizofrenia, por exemplo.

 
Alguns remédios estão em falta em todos os centros de saúde, e outros registram desabastecimento parcial. Veja flagrantes no vídeo acima.
 
A previsão da administração municipal é de normalização no fornecimento em até quatro meses. Confira abaixo o que dizem prefeitura e Ministério da Saúde.
 
O problema de escassez de medicações também foi noticiado pelo g1 e pela EPTV, afiliada da TV Globo, em maio deste ano, e atingia também outras cidades da região de Campinas.
 
 
Remédios em falta na rede pública
Albendazol 40mg/ml solução oral - tratamento de vermes e parasitas - previsão é normalizar em até 40 dias
Amoxicilina 250mg/5ml com Clavulanato suspensãoo oral - antibiótico - previsão é normalizar em até 40 dias
Beclometasona 50mcg spray oral - corticóide anti-inflamatório - previsão é normalizar ainda em julho
Budesonida 50mcg aquoso nasal - antialérgico - previsão é normalizar ainda em julho
Carbamazepina 2% 20mg/ml solução oral - tratamento de epilepsia - previsão é normalizar em até 40 dias
Eritromicina 250mg/5ml suspensão oral - antibiótico - previsão é normalizar ainda em julho
Gliclazida 30mg comprimido - tratamento de diabetes - previsão é normalizar ainda em julho
Haloperidol 0,2% solução oral - tratamento de esquizofrenia e psicoses - previsão é normalizar em 4 meses
Levomepromazina 4% solução oral - tratamento de psicoses e delírio - previsão é normalizar em até 40 dias
Loratadina 10mg comprimido - antialérgico - previsão é normalizar ainda em julho
Medroxiprogesterona 10mg comprimido - tratamento de sangramento uterino - previsão é normalizar em 4 meses
Nistatina 100.000 UI solução oral - tratamento de candidíase - previsão é normalizar em até 40 dias
Óleo mineral laxante - tratamento de prisão de ventre - previsão é normalizar em até 40 dias
Polivitamínico (ABDE) solução oral - regulação e equilíbrio dos sistemas do corpo - previsão é normalizar em 4 meses
Predinisolona 3mg/ml solução oral - anti-inflamatório - previsão é normalizar em até 40 dias
Sais de reidratação oral - previne desidratação - previsão é normalizar ainda em julho
Sertralina 50mg comprimido - tratamento de depressão - previsão é normalizar ainda em julho
 
Para saber em quais centros de saúde os remédios estão disponíveis, os moradores podem acessar o site da prefeitura. É possível ir até a unidade com estoque para retirar a medicação.
 
 
Falta também em hospitais
A produção da EPTV questionou hospitais da cidade, e alguns também confirmaram a dificuldade em adquirir medicações. Os municipais Mário Gatti e Ouro Verde disseram que, apesar da falta, seus pacientes não estão desassistidos.
 
"Quando o estoque de algum item está baixo, a Rede toma medidas de forma antecipada, como a substituição por outro similar, para garantir que seus pacientes recebam o tratamento adequado", disse a Rede Mário Gatti.
 
 
O hospital particular Madre Theodora informou que está com déficit no recebimento de dipirona endovenosa, por conta da falta de insumos para a produção dos fabricantes. A unidade está aplicando alternativas terapêuticas, sem prejuízo ao paciente, disse.
 
O que dizem prefeitura e Ministério da Saúde
O Ministério disse, em nota, que constatou diversas causas globais para a falta de algumas medicações. Uma resolução foi publicada e libera critérios de estabelecimento e ajuste de preços para medicamentos com risco de desabastecimento no mercado.
 
"A pasta continua atuando em conjunto com Anvisa, estados e municípios e representantes das indústrias farmacêuticas para articular ações de enfrentamento ao desabastecimento de insumos hospitalares no país."
 
Já a Prefeitura de Campinas disse que alguns remédios estão em falta não só na cidade, mas em todo o Brasil, como é o caso da Amoxicilina. A medida adotada foi a substituição.
 
"Os tratamentos que têm indicações de medicamentos que não estão disponíveis são revistos. Dessa forma, há uma troca de medicação e não há desassistência aos pacientes".