INPC acumulado de maio é de 4,42%; campanha salarial do Sinsaúde busca aumento real
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de maio, acumulado nos últimos 12 meses, ficou em 4,42%. O dado publicado nesta sexta-feira (12) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) é o índice de inflação mais utilizado para correção dos salários e é base para as negociações dos acordos e convenções negociadas pelo Sinsaúde.
A pauta de reivindicações aprovada pela categoria, no final de abril, sugere aumento real de 5% acima do INPC, o que daria 9,42% de aumento. “Esta é a nossa meta, mas o índice final que irá compor o acordo ou convenção depende da negociação e da pressão que a categoria fizer sobre os patrões junto com o Sindicato”, avisa a vice-presidente do Sinsaúde, Juliana Machado.
Mas não são somente os salários dos trabalhadores da saúde que precisam ser valorizados. Segundo o diretor de Assuntos Jurídicos do Sinsaúde, Paulo Gonçalves, é preciso lutar pela melhoria dos benefícios e manter as conquistas históricas. “O trabalhador quer um salário digno e precisamos aumentar o valor da cesta básica, além de avançar nos benefícios que melhorem a qualidade de vida do trabalhador e da sua família”, afirma.
Entre os itens que fazem parte da pauta de reivindicações está: 14º. Salário, Anuênio de 2% por ano de serviço, Adicional Noturno de 60%, Adicional Insalubridade de 40%, Vale-Gás de R$ 150, Vale-Refeição de R$ 50 por dia, Plano de Saúde Gratuito, Abono Aposentadoria, Plano de Carreira, Jornada Especial de Trabalho de 12x36 com 5 folgas, 6 horas dias com 10 folgas mês e para a Administração 40 horas com sábados, domingos e feriados livres, Abono Assiduidade e Feriado da Categoria, entre outros.
Alimentos têm inflação maior
O INPC de maio ficou abaixo do esperado pelo Governo Federal, que previa 4,6%, o que indica que a inflação está caindo. Por outro lado, a inflação de alimentos subiu 1,33% de abril para maio, quase o triplo do valor dos itens não alimentícios que são utilizados no cálculo do IBGE, o que revela que os preços da cesta de alimentos estão pressionados e têm inflação maior.
O instituto confere pesos diferentes aos grupos de preços pesquisados. No INPC, por exemplo, os alimentos representam cerca de 25% do índice, mais que no IPCA (aproximadamente 21%), pois as famílias de menor renda gastam proporcionalmente mais com comida. Na ótica inversa, o preço de passagem de avião pesa menos no INPC do que no IPCA.
A coleta de preços é feita em dez regiões metropolitanas: Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. A coleta também é feita em Brasília, Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.
Fonte: Sinsaúde Campinas e Região