Instituto Bairral quer retirar benefícios e se recusa a dar aumento real para os salários
A Fundação Espírita Américo Bairral está se esforçando para retirar direitos e benefícios conquistados pelos trabalhadores. Além de não conceder o aumento real de 8% para os salários dos trabalhadores, avisou que vai pagar o reajuste salarial de 3,74%, que é o INPC medido nos últimos 12 meses, em duas vezes (junho e novembro).
Em documento enviado ao Sinsaúde, a administração do instituto informou também que retirará o abono salarial especial aos profissionais associados e contribuintes do Sindicato. Além disso, não quer aumentar o valor da cesta básica.
Diante de tamanho desrespeito com os trabalhadores, o Sinsaúde convoca os trabalhadores para a assembleia que será realizada no dia 14 de maio, quarta-feira, às 20h, na subsede de Itapira, para avaliar as intenções da instituição.
“A proposta do Bairral não atende às reivindicações feitas pelos trabalhadores nesta Campanha Salarial. Por este motivo, convocamos os profissionais que atuam na instituição para lutarem por seus direitos e benefícios já conquistados. Não podemos perdê-los”, frisa a presidente do Sinsaúde, Sofia Rodrigues do Nascimento.
A pauta de reivindicações, aprovada pelos trabalhadores em assembleia no dia 13 de abril, conta com 110 itens que beneficiam a categoria. Além do reajuste salarial de 3,74%, correspondente ao INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) dos últimos 12 meses, os trabalhadores querem 8% de aumento real, e salários de ingresso acima do Piso Nacional da Enfermagem.
“Vale ressaltar que no dia 31 de maio os direitos e benefícios garantidos nos acordos e convenções coletivas deixaram de valer, a não ser nos casos em que eles tenham validade por dois anos. Portanto, contamos com a presença dos trabalhadores para definir os rumos das negociações e garantir os direitos”, explica o presidente da subsede do Sinsaúde em Itapira, Ademir Aparecido Nani.
Confira a proposta do Instituto Bairral:
Reajuste salarial de 3,74% em duas vezes, que corresponde ao INPC dos últimos 12 meses, a ser pago em junho e novembro de 2023.
Não fará a aplicação imediata no pagamento do piso nacional da enfermagem.
Exclusão da cláusula referente a contribuição para programas de lazer e cultura da categoria e NR 32.
Mudança da jornada de trabalho do auxiliar de almoxarifado para 36 horas semanais.
Retirada da cláusula 63º do Acordo Coletivo referente ao abono salarial especial aos associados e contribuintes do Sindicato.
Mudança para 36 horas semanais aos profissionais da enfermagem que atuam no AE/CAPS II.
A gestão do instituto informa também que não vai atender as seguintes reivindicações:
aumento real dos salários em 8%
alterar valor da cesta básica
Manutenção das demais cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho de 2022/2024.