Integrantes do STF acreditam que 7 de setembro intensificará crise institucional

Integrantes do STF acreditam que 7 de setembro intensificará crise institucional
Publicado: 31 de agosto, 2021

 Integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) não acreditam que a crise institucional terá uma pacificação após as manifestações de 7 de setembro, que terão a adesão de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

 
Segundo a âncora da CNN Daniela Lima, interlocutores da ala política do Palácio do Planalto teriam dito que o evento serviria para acalmar os ânimos do presidente.
 
Ainda de acordo com a apuração, ministros do Supremo acreditam que a crise não sairá menor do que entrou após as manifestações de 7 de setembro.
 
Dentro do STF e no Judiciário em geral, a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra Roberto Jefferson por incitação ao crime e por homofobia ganhou um simbolismo muito forte, já que o presidente Jair Bolsonaro considerava a prisão de Jefferson como um “abuso”.
 
A entidade deixou claro que “atacar, incitar a violência e ameaçar não é liberdade de expressão, e sim crime”.
 
Planejamento e segurança
Na última semana, o clima no Congresso e nos tribunais superiores foi de tensão e temor por causa de possíveis atos de vandalismo no Distrito Federal.
 
O Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob), que monitora eventos públicos, trabalha na definição de estratégias de segurança de autoridades e dos locais públicos da região central no dia da manifestação.
 
As providências tratadas envolvem reforço de agentes no entorno do Supremo Tribunal Federal (STF) – principal alvo de ataques de Bolsonaro e de seus apoiadores – e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o fechamento da Praça dos Três Poderes, onde fica a sede da Corte.
 
O trânsito deverá ser interditado na Esplanada dos Ministérios, que dá acesso à praça. Em grandes manifestações anteriores, pelo menos mil policiais foram mobilizados, incluindo equipes de atiradores especiais que costumam se posicionar nas coberturas dos prédios.
 
Fonte: CNN