Internações de pacientes com SRAG aumentam 130% no primeiro semestre em Franca, SP
A poucos dias do fim do primeiro semestre de 2020, o número de internações de pacientes com síndrome respiratória aguda grave (SRAG) já supera o registrado no mesmo período do ano passado.
De janeiro deste ano a 15 de junho, 166 pessoas com sintomas precisaram ser hospitalizadas, contra 72 em 2019, um aumento de 130%. O número se aproxima até mesmo do total de pacientes diagnosticados com Covid-19, que são 193 na cidade até quarta-feira (17).
Segundo dados do Departamento Regional de Saúde de Franca, na segunda-feira (15), a cidade tinha oito pessoas internadas com Covid-19 e 25 pacientes com SRAG.
O infectologista Rubens Pereira dos Santos acredita que o índice alto esteja relacionado aos casos de coronavírus que não são diagnosticados.
"Nós sabemos que muitas vezes é difícil diagnosticar a Covid. Os testes não estão disponíveis, eles falham. Muitas vezes, na hora do óbito, o teste não chegou ainda. O médico pode colocar síndrome respiratória aguda grave e não consta Covid por que ainda não é possível.
Santos afirma que a Covid e a SRAG são semelhantes. Por isso, é importante estar atento aos detalhes e aos exames.
“Na verdade, clinicamente, a gente não tem uma diferença. As duas vão provocar febre, tosse, falta de ar, insuficiência respiratória, uma tomografia com padrão de pneumonia viral.”
O secretário da Saúde de Franca, José Conrado Netto, diz que a quantidade de leitos ocupados por pacientes com síndrome respiratória aguda grave pode comprometer a capacidade de atendimento a pacientes com a Covid-19.
Ainda segundo Netto, pacientes internados com SRAG correm o risco de serem contaminados com o novo coronavírus.
“Os hospitais são locais onde o vírus circula, até por receberem muitas pessoas positivas da doença. Por isso, a gente pede que as pessoas só procurem atendimento médico se tiver sintomas como falta de ar e febre alta.”
Fonte: G1
Foto: Jefferson Severiano Neves/EPTV