Janeiro registra 4.319 empregos por dia
Os empregos crescem no Brasil. No mês de janeiro 2026 abriram mais 112.334 vagas com Carteira assinada. Dados extraídos do Novo Caged, divulgado terça (3) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
No dados populacional a maioria das vagas tem sua maioria os homens, foram 94.53 mil. No quesito raça, a maior parte se destinou a pessoas pardas,76,56 mil vagas.
Acumulado – Em 12 meses, o País gerou mais de 1,22 milhão postos formais. O estoque total de formalizados subiu de 47,34 milhões pra 48,57 milhões – aumento de 2,6%.
Em janeiro, 18 das 27 unidades da Federação registraram saldos positivos. Destaques pra Santa Catarina, com 19 mil postos, Mato Grosso, 18.731, Rio Grande do Sul, 18.421 e Paraná 18.306.
As cinco Regiões tiveram resultado positivo. Liderança do Sul – 55,7 mil. No Sudeste, 13,3 mil vagas. Nordeste, positivo de 6,1 mil. Norte, 1,7 mil novos empregos.
Indústria – O setor liderou, abrindo 54.991 vagas, seguido da Construção 50.545, Serviços, 40.525 e Agropecuária 23.073. A sazonalidade pós-festas de fim de ano gerou saldo negativo no Comércio, com menos 56.800 postos.
Renda – O salário médio de admissão em janeiro foi de R$ 2.389,78 – variação positiva de 3,3% sobre dezembro do ano passado (R$ 2.312,76). Comparado a janeiro de 2025, aumento de 1,77%.
Economista – O professor e economista Rodolfo Viana responde pela subseção do Dieese no Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região. Ele explicou à Agência Sindical que medidas como o aumento real no salário mínimo, os ganhos efetivos obtidos pelas categorias no último trimestre do ano e também o aperfeiçoamento do Bolsa-Família têm ajudado a manter o mercado aquecido. Mas adverte para o problema dos juros altos.
Rodolfo Viana afirma: “A Selic precisa baixar imediatamente. A taxa nem deveria chegar a esses 15%, que é absurda. A economia tem perdido ímpeto e já não cresce no mesmo ritmo. Há sinais disso no horizonte, mas o Banco Central insiste na sua política de esfriar a economia”. Economistas ligados ao setor financeiro, porém, já começam a pregar redução na Selic, com a perspectiva de que ao final de 2026 ela esteja, no máximo, em 12%. “Ainda é muito”, conclui Rodolfo.
Fonte: Agência Sindical