Justiça mada pagar adicional de insalubridade para ex-funcionários do Hospital Metropolino; consulte a lista
O Sinsaúde (Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Campinas e Região) está convocando 185 ex-funcionários do Hospital Metropolitano, atual Mário Gattinho, para receber diferenças no pagamento de adicional de insalubridade, conquistadas em ação na Justiça contra a Beneficência Portuguesa, responsável pela contratação. A lista com os nomes está publicada no site (www.sinsaude.org.br).
Se o seu nome estiver na lista, você deve entrar em entrar em contato com o departamento jurídico do Sindicato e agendar um horário para entregar a documentação necessária. O agendamento é pelo telefone (19) 3739-4277 e o trabalhador precisa levar RG, CPF e Carteira de Trabalho no dia, além de dados bancários.
A Justiça do trabalho condenou a Real Sociedade Beneficência Portuguesa a pagar aos trabalhadores diferenças do adicional de insalubridade que somadas chegam a R$ 109 mil. O adicional de insalubridade é uma compensação aos trabalhadores que se arriscam em ambientes de trabalho com agentes contagiosos, contaminantes e perigosos. O índice varia de 20% a 40%, dependendo do grau de insalubridade. O índice do adicional foi pago de forma irregular durante três meses pela Beneficência Portuguesa, contratada pela Rede Mário Gatti para administrar o Hospital Metropolitano durante um período da pandemia.
Para o diretor Jurídico, Paulo Gonçalves, a conquista não só restitui os valores pagos erroneamente, mas restabelece a valorização aos que estavam na linha de frente do combate ao coronavírus. “Estes profissionais ajudaram a sociedade a vencer a pandemia e por isso devem ser sempre respeitados e valorizados”, pondera Gonçalves.
Entenda o caso
Durante o período de junho a agosto de 2021, a Real Sociedade Beneficência Portuguesa foi contratada pela Rede Mário Gatti para administrar o Hospital Metropolitano, onde funciona atualmente o Mário Gattinho. A Beneficência pagou o grau mínimo do adicional de insalubridade (20%) quando deveria ter pago o grau máximo (40%) a 185 trabalhadores que lidavam no combate à pandemia.
Somadas, as diferenças do adicional de insalubridade chegam a R$ 109 mil. O valor será pago pela instituição em 10 parcelas e divididas entre os trabalhadores, de acordo com o direito de cada um.
Ao ser informado da irregularidade, o Sindicato entrou com ação na Justiça do Trabalho em janeiro de 2022 e a homologação do acordo ocorreu em novembro de 2022. Depois dos cálculos preliminares realizados pela perícia, o Sindicato começa a chamar os trabalhadores para o pagamento. “O Sinsaúde mais uma vez busca e restabelece a Justiça aos trabalhadores e sempre estará ao lado dos profissionais da defesa dos seus direitos”, afirma a presidente do Sinsaúde, Sofia Rodrigues do Nascimento.
Fonte: Blog da Rose