Maia diz que acesso às votações será garantido aos que respeitarem as regras da Câmara

Maia diz que acesso às votações será garantido aos que respeitarem as regras da Câmara
Publicado: 11 de maio, 2017

O líder do Psol, deputado Glauber Braga (RJ), questionou nesta quarta-feira (10), em Plenário, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, sobre decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), relativa ao acesso do público nas votações sobre reforma da Previdência (PEC 287/16). “Todos aqueles que respeitam as regras da Câmara e a ordem, e não colocam em risco a vida de parlamentares e de servidores, são bem-vindos”, respondeu Maia.

Ontem, durante a análise na comissão especial dos destaques à proposta, um esquema de segurança foi montado para limitar o acesso de visitantes às dependências da Câmara. O texto aprovado no colegiado segue agora para votação em Plenário.

“Saiu uma liminar do Supremo, do ministro Fachin, que libera o acesso de qualquer pessoa ao Congresso nas votações da proposta de reforma da Previdência. Segundo o ministro, o povo tem o direito e o dever de fiscalizar os parlamentares cuja decisão terá impacto direto em suas vidas”, disse Braga em questão de ordem.

Liminar parcial
Em resposta ao líder do Psol, o presidente da Câmara afirmou que o Regimento Interno tem sido respeitado e alertou para o teor da manifestação do ministro do Supremo. “A decisão de Fachin é parcial e não vai na linha que anunciou há pouco”, disse Maia a Braga.

Na decisão, Fachin deferiu parcialmente a liminar, “assegurando apenas aos representantes do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil e do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil/Conselho Seccional do Distrito Federal”, que são os autores da ação, o acesso aos setores da Câmara destinados aos cidadãos quando houver deliberações sobre a reforma da Previdência.

De maneira semelhante, em outros dois pedidos Fachin autorizou o acesso à Câmara de membros da diretoria e coordenadores estaduais do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP) e dos membros titulares da diretoria executiva do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União (Sindlegis).

O ministro do Supremo também mencionou que, de acordo com o Regimento Interno da Câmara, “é permitido a qualquer pessoa, convenientemente trajada e portando crachá de identificação, ingressar e permanecer no edifício principal da Câmara e seus anexos durante o expediente e assistir das galerias às sessões do Plenário e às reuniões das comissões”.

Fachin lembrou ainda que é garantido o poder de polícia da Câmara “para se assegurar o regular andamento dos trabalhos da Casa Legislativa”.

Dia atípico
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, afirmou ainda que “ontem foi um dia atípico” e que espera “construir um filtro” para que nas próximas semanas seja permitido o acesso à Casa daquelas pessoas que querem apenas participar do debate democrático.

“Eu não poderia, de forma nenhuma, como presidente que precisa garantir a ordem dos trabalhos e a segurança de parlamentares e servidores, correr o risco de deixar acontecer o que ocorreu na semana passada”, disse, referindo-se a invasão da comissão especial por agentes penitenciários.

“Não podemos deixar entrar na Câmara aqueles que querem inviabilizar os trabalhos ou colocar em risco a vida de qualquer um”, afirmou, reforçando a ideia de buscar um diálogo com parlamentares para as próximas votações sobre a reforma da Previdência.

Outro apelo
Também no Plenário, o deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA) cobrou a abertura das galerias nas sessões do Plenário e das comissões. “Faço um apelo para que seja garantido o acesso a esta Casa daqueles que aqui desejem entrar e se manifestar”, disse. Já o deputado Evandro Gussi (PV-SP) defendeu as medidas adotadas pela Câmara, por razões de segurança.

Fonte: Câmara dos Deputados 

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