Maia diz que reforma política 'não é ideal' e que ainda sonha com mudança no sistema eleitoral

Maia diz que reforma política 'não é ideal' e que ainda sonha com mudança no sistema eleitoral
Publicado: 06 de outubro, 2017

 O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) afirmou nesta quinta-feira (5) que a reforma política que está em fase final de tramitação no Congresso "não é ideal" e que "ainda sonha com mudança no sistema eleitoral". Maia falou com jornalistas após participar de evento no Supremo Tribunal Federal (STF) em comemoração aos 29 anos da Constituição Federal.

A mudança no sistema eleitoral, defendida por Maia, foi discutida na Câmara por meses. No entanto, no plenário, os deputados rejeitaram com ampla maioria a proposta que transformava o atual sistema proporcional para eleições de deputados e vereadores no distritão, em 2018, e no distrital misto, em 2022.
 
"[As propostas] nunca são o que a gente sonhou. A gente sempre sonha com mudança no sistema eleitoral. Por exemplo, o distrital misto, que eu tinha muita esperança. A PEC também de financiamento privado com limites bem rígidos, gente sempre sonhou que ela poderia avançar no Senado", defendeu o presidente da Câmara.
Sem mudar o sistema eleitoral, deputados buscaram consenso para outras propostas e conseguiram aprovar algumas mudanças. Entre elas estão a cláusula de desempenho, que deve valer a partir de 2018, e estipula número mínimo de votos para as legendas terem acesso ao fundo partidário e ao tempo de rádio e TV.
Também foi aprovada o fim das coligações proporcionais, a partir de 2020, e um fundo eleitoral para financiar as campanhas com recursos públicos. A estimativa é que esse fundo tenha cerca de R$ 1,7 bilhão em 2018.
 
De acordo com Maia, o fim das coligações é o principal avanço entre as medidas aprovadas. Segundo ele, a medida vai ser "uma grande revolução na política brasileira".
"Por que a coligação é ruim? Porque você não constrói candidaturas majoritárias e se coliga para se beneficiar de outro partido. Sem coligação, para que o partido consiga uma bancada de 40 deputados, vai ser obrigado a construir projetos majoritários. Acho que é um grande avanço, vai ser uma grande revolução na política brasileira", defendeu.
 
 
 
Fonte:G1
Foto: Carlos Moura/STF