Médicos entram em greve contra a reforma da previdência de SP

Médicos entram em greve contra a reforma da previdência de SP
Publicado: 22 de março, 2018

 Os médicos decidiram aderir à greve, junto aos outros servidores da Prefeitura de São Paulo, contra a reforma da previdência municipal.

 
A paralisação, decidida por unanimidade em assembleia realizada na noite de segunda-feira (19), na sede do Simesp (Sindicato dos Médicos de São Paulo) será por tempo indeterminado até que seja arquivado o projeto de lei do prefeito João Doria, que aumenta a contribuição previdenciária de 11% para até 19%. Além de mudar a alíquota da previdência, ele também cria um plano complementar que será privatizado, o Sampaprev, enfraquecendo o Iprem (Instituto de Previdência Municipal de São Paulo).
 
O Simesp já informou o Cresmesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) e a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, sobre a decisão tomada pela assembleia. Durante a paralisação, haverá uma equipe nos serviços de saúde para fazer a triagem dos pacientes e realizar os atendimentos que forem casos de urgência e emergência.
 
O Sindicato dos Médicos de São Paulo avalia que a capital paulista passa por um processo crônico de destruição dos seus serviços públicos e uma das formas usada pelas gestões do município para que isso aconteça é a desvalorização dos servidores, com redução dos concursos públicos e o avanço das terceirizações.
 
Agora, a última proposta é a mudança da previdência municipal, com aumento da contribuição previdenciária para todos os servidores de 11% para até 19%, um confisco salarial. "Tudo isso é parte de um pacote para acabar com os serviços públicos, o que leva à piora da qualidade do serviço prestado à população. Esse é apenas mais um capítulo de um longo processo", avalia Eder Gatti, presidente do Simesp, que completa: "esperamos que a gestão reconsidere suas ações, ouça os servidores e os respeite para proporcionar um serviço de qualidade à população."
 
 
 
Fonte:R7