Novos testes rápidos para o Brasil são feitos por empresa da China e serão voltados para profissionais de saúde

Novos testes rápidos para o Brasil são feitos por empresa da China e serão voltados para profissionais de saúde
Publicado: 23 de março, 2020
O secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira, deu mais detalhes neste domingo (22) sobre os novos testes rápidos para coronavírus que chegarão nas próximas semanas ao Brasil.
 
Oliveira reafirmou o que disse no sábado (21): que os profissionais de saúde terão prioridade nesses testes, que dão os resultado em minutos.
 
O objetivo é verificar quais desses profissionais que tenham apresentado algum sintoma foram contaminados pelo coronavírus e quais podem retornar ao trabalho.
 
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Ele afirmou que os novos testes são produzidos por uma empresa chinesa e são aprovados por agências reguladoras da China e pela Comissão Europeia, mas ainda não são validados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
 
"Por isso, nós temos o uso para o teste rápido muito limitado", explicou Oliveira. "Ele é um teste para vigilância epidemiológica."
 
Os kits, segundo o secretário, serão doados pela Vale.
 
Oliveira disse ainda que o governo se prepara para aumentar os testes do tipo PCR, que permitam diagnóstico clínico e em tempo real e sejam realizados por máquinas, preferencialmente sem a necessidade de interação humana, para evitar manipulação de material.
 
A intenção, segundo Oliveira, é aumentar o número de testes desse tipo para quando a epidemia chegar ao auge no Brasil, "pensando numa escala de 30 mil a 50 mil exames por dia".
 
Balanço da epidemia
Brasil tem 25 mortes e 1546 casos do novo coronavírus
 
O Brasil tem 1.546 casos confirmados de novo coronavírus e 25 mortes até este domingo, diz o balanço federal.
 
Foram relatados 418 casos a mais em relação ao balanço anterior, de sábado, um aumento de 37%. E 7 mortes foram contabilizadas nas últimas 24 horas.
 
Todas elas aconteceram em São Paulo, que agora soma 22 mortes. E também é o local com maior número de casos, com 631 - até sábado eram 459.
 
A taxa de letalidade da doença continua a mesma de sábado: 1,6%, segundo o governo federal.
 
Fonte: G1
Foto: Agência Brasil