Número de mortos pelo novo coronavírus passa de mil

Número de mortos pelo novo coronavírus passa de mil
Publicado: 11 de fevereiro, 2020

 O número de mortos pela epidemia de coronavírus subiu para 1.013 nesta segunda (10) após o anúncio de 103 novas mortes na província de Hubei, epicentro da epidemia. Foi o maior número de mortes em um só dia.

 
Todas as mortes ocorreram na China continental, com exceção de uma em Hong Kong e uma nas Filipinas. Internado em um hospital de Manila desde o dia 25 de janeiro com um quadro de pneumonia, um homem chinês de 44 anos chegou a ficar estável, mas não resistiu. 
 
Em sua atualização diária, a comissão de saúde de Hubei também confirmou na segunda (10) outros 2.097 novos casos na província onde o surto surgiu em dezembro.
 
No mundo todo, já são mais de 42.750 infectados em 26 países e duas regiões administrativas especiais chinesas, Hong Kong e Macau —42.293 apenas na China continental. A lista de países com novos casos parou de crescer na última semana.
 
O novo coronavírus 2019-nCoV apareceu em dezembro em um mercado de peixes e animais vivos em Wuhan (centro da China). A cifra mundial de mortes já superou o balanço da Sars (síndrome respiratória aguda severa), que matou 774 pessoas em todo o mundo em 2002-2003
 
No sábado (8), a Organização Mundial da Saúde (OMS) havia informado que o número de casos de contaminação diária na China tinha se estabilizado, mas que era cedo demais para afirmar que a epidemia tinha superado o seu auge.  
 
"Registramos um período de estabilidade de quatro dias, em que o número de casos relatados não aumentou. Isso é uma boa notícia e pode refletir o impacto das medidas de controle implementadas", afirmou o responsável dos programas sanitários de emergência da OMS, Michael Ryan. 
 
Uma missão internacional de especialistas partiu para a China na noite deste domingo, anunciou o diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus. À frente da missão está Bruce Aylward, que esteve à frente de outras emergências sanitárias internacionais.  
 
Para o cientista americano Ian Lipkin, da Universidade Columbia, a epidemia pode atingir seu pico nas próximas duas semanas antes de retroceder acentuadamente, embora se espere um aumento pontual quando as pessoas retomarem maciçamente a atividade laboral.
 
Fonte: Folha de SP