Os profissionais de enfermagem e o piso: heróis sem reconhecimento

Os profissionais de enfermagem e o piso: heróis sem reconhecimento
Publicado: 09 de novembro, 2022

 A deputada federal reeleita Carmen Zanotto(Cidadania) encontra-se em Brasilia empenhada em obter do presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco, a votação de matérias que definirão as fontes de financiamento para a aplicação do piso salarial da enfermagem.

 
Principal liderança parlamentar catarinense e relatora do projeto do benefício, Zanotto faz outras gestões no Congresso Nacional para que a votação destas matérias ocorre agora em novembro. Não quer correr risco de transferência para 2023, com novas dúvidas da aplicação, até em função da nova composição do legislativo federal.
 
 
No  último fim de semana, encerrou-se o prazo dado pelo Supremo Tribunal Federal para que o Congresso Nacional, o governo federal, Estados e Municípios e entidades representativas do setor apresentassem os impactos financeiros do piso da enfermagem.
 
Enquanto o ministro Luiz Roberto Barroso não revogar a liminar dada monocraticamente para suspender a aplicação da nova lei não haverá pagamento.
 
A situação dos profissionais de enfermagem é mais que dramática. Segundo Carmen Zanotto, cerca de 80% são mulheres, que já tem os encargos domésticos.  Os salários médios dos auxiliares e técnicos de enfermagem varia entre R$ 2.000,00 a R$ 4.000,00.
 
 
A maioria tem que trabalhar em dois ou até três empregos. Resultado: no Hospital Universitário o maior problema deste ano foi o número elevado de atestados médicos dos profissionais de enfermagem.
 
Foram considerados os heróis no combate ao coronavírus, mas o reconhecimento real parece distante.
 
Fonte: ND+