População confirma superlotação e demora em hospital de Brotas após denúncia do SindsaúdeJaú

População confirma superlotação e demora em hospital de Brotas após denúncia do SindsaúdeJaú
Publicado: 10 de abril, 2026
A denúncia de superlotação e demora no atendimento no Hospital Santa Therezinha, em Brotas, feita pelo Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Jaú, ganhou forte respaldo da população. Após a publicação, dezenas de moradores passaram a relatar nas redes sociais experiências semelhantes, confirmando filas extensas, horas de espera e dificuldades no acesso ao atendimento, reforçando o cenário apontado durante a averiguação realizada pela presidente da entidade, Edna Alves.
 
Durante a fiscalização, Edna relatou grande quantidade de pacientes aguardando atendimento por longos períodos. Um dos pontos que chamou atenção foi a mudança repentina no fluxo após a chegada do sindicato. “Poucos minutos depois, surgiu um ‘calhamaço’ de fichas nas mãos do médico, que começou a chamar os pacientes rapidamente”, descreveu.
 
Apesar de a coordenação do pronto-socorro afirmar que segue o dimensionamento do Coren-SP, a dirigente observou falhas na escala, com ausência de funcionários por férias, afastamentos e até faltas. Para o sindicato, o problema vai além do número formal de profissionais. “Cabe à gestão analisar a demanda real e ampliar a equipe quando necessário”, destacou. Outra questão é se o número de médicos e o atendimento é de 24 horas, sem pausas.
 
Outro ponto crítico foi a negativa de acesso às alas internas do hospital. Segundo Edna, o sindicato foi impedido de entrar por decisão da administração. “Hospital que não deixa o sindicato entrar dá a entender que tem algo errado”, afirmou.
 
Repercussão e cobrança pública
A publicação do SindsaúdeJaú rapidamente se espalhou e gerou dezenas de comentários, muitos deles relatando experiências semelhantes no atendimento da unidade.
 
O vereador afastado Marcos Dorta questionou a postura da administração: “Será que tem algo errado? Quem não deve... não teme... Por que será que a administração não deixou o sindicato entrar e fazer seu trabalho?”.
 
Em outra manifestação, ele cobrou transparência sobre os recursos destinados ao hospital: “Recurso público exige resultado. Transparência não é favor, é obrigação. Fiscalizar é dever”.
 
Moradores reforçaram que a situação é recorrente. A usuária Drieli Vieira Favaretto relatou: “Estou indo com minha filha desde sábado e já estava um caos. Minha filha teve que tomar soro em sala improvisada. Vi uma gestante esperando mais de meia hora com dor sem atendimento. As enfermeiras estão trabalhando feito loucas”.
 
Outro relato aponta longas horas de espera: “Minha esposa chegou às 9h30 e ficou até às 17h com cólica renal. Muita demora no atendimento”, comentou Donizete Macedo.
 
A demora também levou pacientes a desistirem: “Fui levar meu filho, mas desisti e vim embora. Tinha bebê com febre, idoso passando mal e ninguém atendia”, afirmou um morador.
 
Isabela Santoro também relatou a situação: “Minha mãe chegou às 13h40 e só foi atendida às 18h. Tinha um homem com dor e ninguém fazia nada”.
 
Há ainda críticas diretas à gestão e pedidos de investigação: “O que a administração quer esconder? População, vamos fiscalizar, vamos denunciar, sem medo”, comentou Fábio Bronzatti.
 
Diante da situação, moradores também orientaram formalizar denúncias: “Gente, comecem a ligar na Ouvidoria do SUS, 136, e façam uma reclamação formal. Só falar aqui não resolve”, destacou Conceição Angelelli.
 
Pressão por respostas
A repercussão evidencia que a denúncia do sindicato encontra respaldo no cotidiano da população. Os relatos convergem para um cenário de superlotação, demora no atendimento e sobrecarga das equipes.
 
Com o caso ganhando visibilidade, aumenta a pressão por esclarecimentos da administração do hospital e por medidas concretas que garantam melhorias no atendimento à população de Brotas, além de condições adequadas de trabalho aos profissionais da saúde.
 
 
 
 
Fonte: Sindsaúde Jaú