Prefeitura faz intervenção administrativa na Santa Casa de Bariri

Prefeitura faz intervenção administrativa na Santa Casa de Bariri
Publicado: 10 de setembro, 2018

 A Prefeitura de Bariri, por meio do prefeito Neto Leoni, acaba de assumir a administração da Santa Casa de Bariri. Por meio do Decreto 5.115/2018, o poder público decretou a Requisição Administrativa, que é na prática a intervenção do hospital, afastando da administração a Organização Social Vitale Saúde. O interventor nomeado é Fábio Zenni, que deixa a diretoria de Saúde do Município. O prazo inicial da intervenção é de seis meses.

Por volta das 9h desta segunda-feira (10/09) o prefeito esteve na Santa Casa de Bariri, acompanhado do interventor, da vice Maria Pia Nary e da Polícia Militar para notificar os gestores do hospital sobre a Requisição Administrativa. Segundo o prefeito, trata-se de um “ato meramente administrativo” e que foi necessário por causa de uma série de fatores.

Em entrevista à imprensa da cidade, Neto Leoni disse que entre os motivos da intervenção estão reclamação do atendimento por parte da população, falta de médico e remédio, greve de funcionários, falta de prestação de contas, falta de certidão negativa de débito. Segundo ele, a Santa Casa de Bariri é uma entidade que sempre teve o nome muito respeitado, mas de um tempo para cá isso se perdeu, incluindo com gestores presos e envolvidos em escândalos.

Neto Leoni destacou que a saúde em Bariri é pelo sistema de gestão plena, com o Município responsável pela rede básica, pronto-socorro e Santa Casa. Ele comentou que são repassados pela Prefeitura R$ 350 mil ao pronto socorro e que, por meio do SUS, mais de R$ 200 mil à Santa Casa. A Organização Social responsável pelo pronto socorro tem contrato até outubro para fornecimento de médicos.

O interventor Fábio Zenni falou que sabe o que vai encontrar na Santa Casa de Bariri, mas que também deve encontrar coisas que nem imagina. Por isso ele estima que seja necessário cerca de 30 dias para se fazer um diagnóstico. Ele disse que será montada uma comissão gestora e promete um trabalho transparente. Pede a compreensão da população e alerta que não tem milagre para resgatar a credibilidade do hospital. 

Tanto o prefeito como o interventor destacam que a comissão gestora está aberta a entidades representativas interessadas em participar. Ambos pedem a ajuda de funcionários, equipe médica e população. A administração da Santa Casa, tão logo informada da intervenção, disse que iria comunicar o Departamento Jurídico, com possibilidade de recorrer desse ato tomado pela Prefeitura.

SindSaúde

O Sindicato da Saúde de Jaú e Região informou que acompanha o caso, uma vez que funcionários demitidos no fim de julho ainda não receberam os valores da rescisão trabalhista. A Vitale/Santa Casa havia proposto pagar de forma parcelada em até 15 meses. "O Jurídico do sindicato está empenhado em resolver o impasse seja por meio de uma negociação ou por meio de via judicial", informou nota emitida.

Fonte: SindSaude- Jau

(Com colaboração de Paulo César Grange)