Profissionais de saúde são 73% dos casos de Covid-19 na Unicamp: 'Facilmente transmissível'

Profissionais de saúde são 73% dos casos de Covid-19 na Unicamp: 'Facilmente transmissível'
Publicado: 18 de junho, 2020

 Os profissionais de saúde representam 73% dos casos de Covid-19 registrados pela Unicamp. Dos 149 testes positivos obtidos na universidade de Campinas (SP), 109 são de funcionários que atuam na linha de frente de combate ao novo coronavírus.

 
"É um dado importante, até para que as pessoas observem como a doença é facilmente transmissível. A equipe que cuida dos doentes se infecta até com certa facilidade, e isso leva um risco para o ambiente social e familiar do profissional", destaca Manoel Barros Bértolo, diretor executivo da área da saúde da Unicamp.
 
Segundo Bértolo, tornar público o dado ajuda a valorizar ainda mais os profissionais de saúde, tratados como heróis mundo afora pela atuação na pandemia.
 
A Unicamp conta com três estruturas de atendimento médico que realizaram os testes: o Hospital de Clínicas (HC), o Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism) e o Centro de Saúde da Comunidade (Cecom), que atende funcionários. [veja tabela abaixo]
 
No HC e no Caism, os casos positivos são de pacientes atendidos pelas unidades. No Cecom, refere-se apenas a funcionários da Unicamp, sendo que apenas um deles não é da área da saúde.
 
 
"Vale lembrar que nem todos são de Campinas. Temos funcionários, profissionais que moram nas mais diversas cidades da região e atuam na universidade", informa o diretor.
 
Atualmente, a Unicamp conta com 4,5 mil profissionais atuando em todas as áreas de saúde.
 
Números da Covid-19
Os dados de casos na Unicamp foram fornecidos ao G1 por Bértolo e mostram que além dos testes positivos, são esperados resultados de exames de 104 pessoas, entre elas, 81 do Cecom - ou seja, funcionários da universidade.
 
Mortes
O HC confirmou na sexta-feira (8) a segunda morte de paciente provocada pelo novo coronavírus. A vítima é um jovem de 27 anos, que residia em Jacutinga (MG), e integrava grupo de risco por ter comorbidades, segundo a assessoria da unidade.
 
A primeira morte registrada pelo HC foi a de um idoso de 78 anos que residia em Águas de Lindoia (SP), em 5 de abril. Ele apresentou sintomas em 24 de março, foi internado na UTI no dia 28 daquele mês, mas houve piora do quadro e ele não resistiu.
 
Fonte: G1
Foto: EPTV