Saiba como votaram os senadores sobre a reforma trabalhista
No dia 11 de julho, o Senado Federal votou o PL 6.787/2016, mais conhecido como reforma trabalhista. Por 50 votos a 26 (e uma abstenção), o texto-base da reforma trabalhista foi aprovado dando início a um duro desmonte dos direitos trabalhistas.
Confira abaixo como votaram os senadores.
Reforma torna negociável direitos conquistados historicamente e quer barrar a atuação sindical
O dia 11 de julho é uma data para ser lembrada pela população quando as próximas eleições chegarem. Sabemos agora quem são os senadores favoráveis ou contrários aos direitos dos trabalhadores.
Os principais pontos da reforma são: ampliação da duração do contrato de trabalho temporário (de três para seis meses); aumento da jornada do contrato temporário (de 25 para 30 horas semanais); a permissão para que 13 direitos fundamentais possam ser negociados entre patrões e empregados em condições piores do que prevê a CLT (o chamado negociado sobre o legislado); e a criação do representante no local de trabalho.
A justificativa do Governo Federal é que a reforma trabalhista irá modernizar a legislação do trabalho e irá permitir a criação de novos empregos. Este discurso é mentiroso, pois terceirização, trabalho intermitente, premiação como indenização, jornada de 220 horas ou redução de intervalo para descanso foram práticas frequentes no século 19, que foram superadas. Não existe nada de moderno nisto.
No Brasil, o sinônimo de terceirizar é fazer economia, reduzir custos a qualquer custo e, de quebra, destruir a representação dos trabalhadores. Para que isto seja possível, só há um caminho: reduzir direitos, reduzir salários e precarizar as relações de trabalho.
O estímulo à contratação sem carteira assinada, na lógica do falso empreendedorismo, impedirá muitos trabalhadores de obterem benefício previdenciário em caso de doença. A aposentadoria, um benefício garantido na Constituição Federal, se tornará um privilégio para poucos, o que significará menos postos de trabalho para os jovens que estiverem ingressando no mercado de trabalho.
No setor da saúde, enquanto os trabalhadores lutaram para conquistar uma jornada de 180 horas mensais, a reforma de Michel Temer possibilita que os patrões aumentem o tempo de trabalho para até 220 horas, o que representa um grande retrocesso em uma área prioritária da sociedade.


