Santa Casa de Cosmópolis proíbe a entrega de rosas em homenagem às trabalhadoras
A diretoria do Sinsaúde distribuiu 30 mil rosas em 60 unidades de saúde das cidades que fazem parte da área de abrangência da entidade, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. No entanto, a ação não foi permitida na Santa Casa Regional de Cosmópolis, onde a direção do hospital barrou a entrada da diretoria do Sindicato.
De acordo com o presidente da subsede do Sinsaúde em Limeira, Leandro Barreto, a decisão causou indignação. “A administração do hospital impediu que a diretoria do Sindicato realizasse uma simples homenagem às mulheres trabalhadoras,
que diariamente dedicam seu trabalho ao cuidado da população. Uma vergonha”, disse.
Segundo Leandro, quando a diretoria do Sindicato chegou ao hospital para realizar a entrega das rosas, foi barrada pela gestão da unidade, que foi enfática: “Aqui no hospital, não”.
A diretora sindical Graziela da Silva Vieira também manifestou indignação diante da situação.
“Enquanto o mundo presta homenagens às mulheres, a Santa Casa fez questão de recusar um gesto de gentileza. Somos representantes legais dos trabalhadores e temos o direito de estar na unidade para realizar nossas ações sindicais. Como mulher, fiquei indignada!”, afirmou. A homenagem às mulheres da unidade estava prevista para ocorrer nos dias 5 e 6 de março.
Santa Casa atrasa salário e Sinsaúde cobra na justiça
Os problemas com a Santa Casa Regional de Cosmópolis vão além do desrespeito à homenagem às mulheres. O hospital também está com atraso no pagamento dos salários.
Sinsaúde ingressou com ação na Justiça do Trabalho contra a Santa Casa Regional de Cosmópolis, solicitando a aplicação de multa de 10% (limite máximo) sobre o atraso no pagamento do salário de dezembro de 2025, pago com atraso em janeiro de 2026. A penalidade está prevista na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) firmada entre o sindicato e o Sindhosfil.
“O atraso de pagamento é uma falta de respeito com o trabalhador. A CCT é lei, garante salários, benefícios e direitos essenciais. Quem descumpre, precisa ser responsabilizado”, disse Leandro.
O diretor sindical, Ricardo Pereira, reforça que o trabalhador precisa ficar atento à CCT para poder denunciar.
“Se as cláusulas não forem cumpridas, é necessário denunciar, mesmo que de forma anônima, para o Sindicato tomar as devidas providências por meio de seu corpo jurídico”, afirmou.
Entre os direitos firmados na CCT está o valor mínimo do piso salarial que evita maior precarização do trabalho. “O piso é uma referência obrigatória para trabalhadores e empregadores e norteia as negociações de aumento na campanha salarial”,
explicou a diretora sindical Natália Caetano Damasceno.
Um benefício que também faz a diferença na vida dos trabalhadores e seus familiares é a cesta básica, que deve ser entregue independentemente de qualquer situação relacionada ao trabalho.
A cesta não está prevista na CLT, como explica a vice-presidente do Sinsaúde, Juliana Machado.
“Ela é negociada em convenção ou acordo coletivo. Isso significa que o trabalhador tem direito a recebê-la independentemente de situações no trabalho. Por exemplo, ele não pode ser punido e deixar de receber a cesta porque apresentou um atestado médico ou faltou. Se isso acontecer, é necessário denunciar com urgência”, disse.
Cesta básica com 16 itens
• 10 quilos de arroz tipo 1
• 2 quilos de feijão
• 2 latas de óleo de soja
• 2 pacotes de macarrão com ovos
• 2 pacotes de café (500gr)
• 1 quilo de sal refinado
• 1 quilo de farinha de mandioca (500gr)
• 3 quilos de açúcar
• 1 pacote de achocolatado (400gr)
• 1 pacote de biscoito salgado
• 2 latas de leite em pó (400gr)
• 1 pacote de fubá mimoso (500gr)
• 1 lata de extrato de tomate (140gr)
• 1 pacote de biscoito doce (200gr)
• 1 quilo de farinha de trigo
• Embalagem em caixa de papelão
Fonte: Sinsaúde Campinas e Região