Saúde confirma as duas primeiras mortes no ano em decorrência da febre maculosa

Saúde confirma as duas primeiras mortes no ano em decorrência da febre maculosa
Publicado: 10 de julho, 2025
A Secretaria de Saúde de Campinas confirmou o registro de duas mortes por febre maculosa, ocorridas em 2025. São os primeiros casos e óbitos deste ano, sendo que uma infecção ocorreu fora do município. A primeira vítima fatal do ano tinha 63 anos, era do sexo masculino, e morava na área de abrangência do Centro de Saúde Aeroporto. Os sintomas começaram no dia 31 de maio e o óbito foi confirmado em 6 de junho. O local provável de infecção é uma área de pesca em outro município de São Paulo. A segunda vítima de 2025 tinha 47 anos, do sexo feminino, e morava na região do CS Jardim Guanabara. Nesse caso, os sintomas começaram no dia 4 de junho. A morte ocorreu no dia 10 do mesmo mês. A suspeita é que a infecção aconteceu em um terreno privado na área rural do distrito de Sousas, perto do Rio Atibaia.
 
Em relação ao caso com transmissão em Campinas, a Saúde reforçou a sinalização de risco para transmissão da febre maculosa com instalação de placas de alerta nas proximidades do local provável de infecção. Além disso, houve um trabalho de ação educativa com orientações para a população que reside em imóveis próximos das áreas com risco de transmissão no distrito de Sousas.
 
Foi feito ainda um trabalho para sensibilização dos profissionais das imobiliárias com sede próxima ao local provável de infecção, incluindo um comunicado com recomendações de cuidados durante as atividades em áreas de risco e a importância de orientar os clientes.
 
m 2024, foram oito casos (todos com transmissão local) e um óbito. Já em 2023, sete óbitos foram confirmados em 20 casos, sendo 17 com transmissão no município. A febre maculosa é uma doença grave, com alta letalidade, causada pela bactéria Rickettsia rickettsii. A infecção se dá pela picada do carrapato-estrela infectado com a bactéria.
 
O período de sazonalidade costuma ter início em junho e se estende até novembro em razão do registro de dias seguidos de baixa umidade relativa do ar, condição climática que propicia maior predomínio das fases jovens do carrapato-estrela no ambiente, o que aumenta o risco de transmissão e ocorrência da doença.
 
Na fase jovem, quando o carrapato é conhecido como “micuim” (larvas) e “vermelhinho” (ninfas), ele pode parasitar qualquer animal que frequenta áreas com vegetação, inclusive o ser humano, especialmente onde há cavalos, capivaras e outros animais silvestres.
 
Os sintomas iniciais são febre, dor de cabeça e dor no corpo, com piora progressiva. Surgem de dois a 14 dias após a picada do carrapato infectado, podendo ser confundidos com outras doenças, como dengue, leptospirose e gripe. 
 
A febre maculosa tem cura, mas o tratamento precisa ser iniciado logo nos primeiros dias de sintomas para evitar agravamento e possível óbito. É importante evitar contato direto com vegetação, principalmente perto de rios, córregos e lagoas, utilizar roupas e calçados que cubram o corpo e ficar atento para retirar rapidamente eventuais carrapatos aderidos à roupa e ao corpo.
 
Caso a pessoa apresente febre entre dois a 14 dias após frequentar áreas verdes, a pessoa deve procurar imediatamente um serviço de saúde e informar que esteve em local onde o carrapato-estrela pode estar presente. Com isso, a Saúde ressalta a importância de não banalizar sintomas, uma vez que o tratamento oportuno é imprescindível para salvar vidas. 
 
Fonte: Correio Popular