Sem acordo, TRT vai julgar dissídio coletivo dos profissionais da saúde da Famesp de Bauru

Sem acordo, TRT vai julgar dissídio coletivo dos profissionais da saúde da Famesp de Bauru
Publicado: 14 de junho, 2017

Está marcado para hoje, 14 de junho, às 13h30, o julgamento no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em Campinas, sobre o dissídio coletivo dos profissionais da saúde da Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp), em Bauru. Sem acordo desde março deste ano, os trabalhadores dos hospitais de Base (HB) e Estadual (HE), Maternidade Santa Isabel e Ambulatório Médico de Especialidades (AME), administrados pela Famesp, reivindicam reajuste salarial de 16% a partir de janeiro de 2017, proposta que foi rejeitada pela administração. Esta decisão provocou a greve de 53 dias nestas unidades.

 

Além dos representantes do Sindicato da Saúde de Bauru, como o presidente Noel Moreira, este julgamento contará com a presença do presidente da Federação Paulista da Saúde, Edison Laércio de Oliveira, e do consultor jurídico da Federação, Raimundo Simão de Melo.

 

“A presença da Federação será importante para auxiliar o Sindicato da Saúde neste importante julgamento. A entidade sindical e os profissionais da saúde de Bauru podem contar com o apoio da Federação para as reivindicações dos trabalhadores”, destaca Edison.

 

Greve e audiência no MPT
A mobilização de greve iniciou em 31 de março quando os funcionários foram às ruas reclamar que há dois anos não recebem reajuste salarial. Os trabalhadores reivindicam reajuste de 16% e aumento do tíquete-refeição de R$ 330,00 para R$ 500,00, proposta rejeita pela administração e acabou gerando a greve.

 

Após audiência realizada no dia 24 de maio no TRT, os trabalhadores decidiram suspender a greve, caso a administração pagasse os salários dos dias parados, acordo que foi cumprido pelo setor patronal.

 

Nessa mesma audiência, o Sindicato apresentou proposta de reajuste de 11,94% nos salários e benefícios. A proposta foi aceita pela Famesp, desde que houvesse redução do adicional noturno, de 45% para 40% sobre o salário, e das folgas – de três para duas na jornada de 12x36 horas e de cinco para quatro nas demais jornadas, contraproposta que foi rejeitada pelo Sindicato e pelos trabalhadores.

 

A audiência no TRT contou com a presença dos representantes do Sindicato da Saúde de Bauru, do presidente da Federação Paulista da Saúde, Edison Laércio de Oliveira, e representantes do setor patronal.


“Houve avanços, pois até esta audiência, a Famesp oferecia somente reajuste de 3%, mas não podemos aceitar a retirada de direitos”, finaliza o presidente da Federação Paulista da Saúde, Edison Laércio de Oliveira.