Servidores da saúde de São Paulo protestam por recomposição salarial e pelo piso da enfermagem

Servidores da saúde de São Paulo protestam por recomposição salarial e pelo piso da enfermagem
Publicado: 19 de junho, 2023

 Servidores da rede estadual de saúde de São Paulo protestaram na manhã desta sexta-feira (16) por recomposição salarial e pelo pagamento do piso da enfermagem. Em assembleia realizada em frente à sede da Secretaria de Saúde, eles denunciaram condições degradantes de trabalho enfrentadas no dia a dia. Diante da situação, a categoria não descarta entrar em greve.

 
Em campanha salarial, os trabalhadores reivindicam reajuste de 50%, referente à perda inflacionária nos últimos 10 anos, e 5% de aumento real. O índice é o mesmo concedido ao governador do estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ao vice e aos secretários.
 
Na avaliação do SindSaúde São Paulo, aplicar o mesmo índice “é mais do que justo” para recompor o poder de compra daqueles que se dedicam diariamente a cuidar das pessoas enfermas. E que colocaram suas próprias vidas e de suas famílias em risco durante a pandemia de covid-19.
 
Estado mais rico pode pagar o piso da enfermagem
Por isso, a categoria reivindica também a aplicação do piso nacional da enfermagem para contratados da administração direta, autarquias, trabalhadores municipalizados e aposentados. Isso para que nenhum profissional da enfermagem seja prejudicado.
 
O piso foi aprovado o ano passado, e desde então o SindSaúde-SP cobra que o governo estadual aplique o novo valor. “Estado mais rico do país tem verba para isso, sem a necessidade de repasse do governo federal”, defende a entidade.
 
Pauta de reivindicações inclui também:
Reajuste de 50% do Prêmio de Incentivo e a publicação do decreto para estabelecer o coeficiente, que garanta um reajuste anual do prêmio de incentivo
Reajuste do vale-refeição para R$ 43,27, valor estabelecido com base na Pesquisa Preço Médio Refeição, realizada pela Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador (ABBT). O valor de R$ 12, pago atualmente, é o mesmo desde 2018. Na região do chamado quarteirão da saúde em São Paulo, onde está o Hospital das Clínicas, o valor permite comprar um pão com ovo e um cafezinho. Além de vale-refeição digno, os servidores reivindicam o benefício para todos os dias do mês, nas férias e durante as licenças médicas. Além do fim do teto salarial para concessão do auxílio-alimentação, e a concessão do vale-refeição independente do vínculos de trabalho
Garantia de isonomia de aposentados, estendendo os reajustes concedidos aos trabalhadores ativos também para os que já se aposentaram
Revogação da reforma administrativa, que acabou com as faltas abonadas e com o reajuste automático anual do Adicional de Insalubridade
Retorno do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) para a Secretaria de Saúde
Abertura de concursos públicos tanto para os equipamentos da administração direta como para autarquias e Iamspe
Jornada de 30 horas semanais para autarquias, assim como já foi aprovado em 2013 para trabalhadores dos setores administrativos de equipamentos geridos pelo próprio estado
 
Fonte: Rede Brasil Atual