Sinsaúde adere ao Movimento do Fim da Jornada 6x1 e Isenção de IR
O Sinsaúde Campinas e Região se junta aos movimentos sociais e sindicais de todo o país em defesa da redução da jornada de trabalho sem redução de salário e pelo fim da jornada 6x1. A iniciativa nasceu no Rio de Janeiro com o Movimento VAT (Vida Além do Trabalho), no ano passado, que se tornou um projeto de emenda à Constituição (PEC 8/25), que tramita na Câmara dos Deputados.
No dia 19 de agosto, a UGT realizou um seminário sobre protagonismo, em Campinas, reunindo mais de 250 dirigentes para debater estes e outros assuntos. O Sinsaúde marcou presença com diretores sindicais e trabalhadores.
O movimento também agrega a bandeira da isenção do imposto de renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil e redução de alíquota para quem ganha até R$ 7.350, com aumento de IR para os super-ricos.
O projeto, de iniciativa do Governo Federal, necessita de apoio popular para vencer os obstáculos impostos pelo Congresso Nacional. A Câmara dos Deputados semana acelerou a tramitação do projeto, em busca de uma pauta positiva, depois da crise institucional ocorrida recentemente com a tomada da mesa pela oposição.
Vote on-line
O Sinsaúde convoca os trabalhadores para assinaram o Plebiscito Popular que está no endereço digital www.plebiscitopopular.org.br. https://plebiscitopopular.votabem.com.br/?id=10232HL5536 O objetivo é reunir força popular para pressionar o Congresso a aprovar os projetos.
Para a vice-presidente do Sinsaúde e diretora da UGT, Juliana Machado, a iniciativa é reforçar a campanha nacional e colaborar nesta luta, que é de todas as categorias. “O Sinsaúde já conquistou há 30 anos a jornada reduzida de 36 horas, mas é muito importante que todos lutemos para melhorar as condições de trabalho de todas as categorias e também para obtermos justiça tributária com uma cobrança de Imposto de Renda para quem ganha mais e nada para quem recebe até 5 mil reais”, avalia.
Dados do Dieese
A socióloga e técnica do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos), Camila Ikuta, durante o evento da UGT-SP em Campinas, abordou três temas atuais para o movimento sindical, como o fim da jornada de 6x1, tarifaço dos EUA e justiça tributária.
O movimento sindical é a favor do fim da jornada de 6x1, ou seja, 6 dias trabalhados com apenas uma folga, porque ela gera excesso de desgastes físicos e mentais, prejuízos familiares, sociais e financeiros.
Para Camila, o fim da jornada vai contribuir para o melhor desenvolvimento social e econômico. “Vai reduzir o desemprego, abrindo mais vagas, porém, não aceitamos a redução de salários e bancos de horas. Com o fim dessa jornada, vamos ver donas de casa voltando ao mercado de trabalho, ainda será possível ter tempo para qualificação profissional, para o lazer, e, além disso, serão reduzidos os índices de acidentes de trabalho e de doenças mentais, por exemplo”, disse.
No Congresso, tramita a PEC 8/2025, da deputada Érika Hilton, que define a jornada de 4x3, ou seja, quatro dias trabalhados por semana.
Atualmente, o Brasil tem 6,3 milhões de desempregados e 2,8 milhões de desalentados, pessoas que não buscam por emprego porque perderam a esperança de conseguir, de acordo com as informações do IBGE, de 2025.
Fonte: Sinsaúde Campinas e Região