Sinsaúde atento na preservação dos direitos dos trabalhadores
O Sinsaúde acompanha de perto os desdobramentos das negociações sobre a possível compra do Hospital Maternidade de Campinas pela SCEI (Sociedade Campineira de Educação de Instrução), mantenedora do Hospital PUC-Campinas. O Sinsaúde quer saber como está o andamento da negociação e quais são os interesses da mantenedora em manter, ou não, o quadro de funcionários.
Por isso, o Sinsaúde agendou uma reunião com a Comissão Paritária da Maternidade para o dia 22 de janeiro. O Sindicato também protocolou ofício solicitando assistir a assembleia dos associados da Maternidade, no dia 5 de fevereiro, quando será apresentada a situação financeira e o motivo do interesse da SCEI em adquirir o hospital. O Sindicato aguarda resposta ao ofício.
Os resultados dessas reuniões serão apresentados aos trabalhadores em assembleia no dia 6 de fevereiro, na sede do Sinsaúde, às 19h.
“Vamos informar os trabalhadores sobre todos os desdobramentos da negociação com a PUC com a Maternidade”, afirma o diretor Peter Douglas Sawinski da Silva.
A diretora Regiane Amaro Teixeira destaca que o objetivo é lutar para manter os empregos de todos. “Nessa negociação, os trabalhadores não podem sair perdendo”, frisa.
O diretor jurídico do Sindicato, Paulo Gonçalves, disse que somente após a reunião haverá uma visão ampla sobre os encaminhamentos jurídicos a serem adotados. “O nosso objetivo é proteger os direitos trabalhistas dos funcionários e resolver as questões da melhor forma possível”, afirma.
“Essa situação gera insegurança nos trabalhadores e a nossa preocupação e prioridade é garantir os empregos, os salários e os direitos de todos os funcionários da Maternidade”, explica a presidente do Sinsaúde, Rodrigues do Nascimento.
Déficit de R$ 100 milhões
O Hospital Maternidade de Campinas está em recuperação judicial porque acumula dívidas de anos, com isso atrasou o recolhimento do FGTS e chegou até parcelar as rescisões de funcionários. Somente para atender o SUS, a Maternidade acumula um déficit mensal de R$ 1 milhão e chegou a 2023 com uma dívida de R$ 100 milhões.
Fonte: Sinsaúde