Sinsaúde Campinas e Região acompanha audiência no Ministério do Trabalho sobre tentativa de imposição de nova jornada em hospitais de Rio Preto
O Sinsaúde Campinas e Região acompanha e manifesta apoio à mobilização conduzida pelo Sinsaúde Rio Preto diante das denúncias envolvendo a tentativa de imposição unilateral de mudança na jornada de trabalho em hospitais de São José do Rio Preto e região.
Segundo relatos recebidos pelo sindicato local, trabalhadores estariam sendo pressionados a aderir ao regime 12x36 quando já trabalham 6 horas, inclusive sob ameaça de demissão em caso de recusa. A situação envolve hospitais como a Santa Casa de São José do Rio Preto, Hospital de Base, Austa Hospital, Lar São Francisco, Hapvida, Beneficência Portuguesa e Hospital Santa Helena.
Como forma de alertar a sociedade sobre a gravidade da situação, dirigentes sindicais realizaram a entrega de uma carta aberta à população e aos trabalhadores da saúde, denunciando as tentativas de imposição da nova jornada sem diálogo, sem negociação coletiva e sem respeito à realidade individual dos profissionais.
Audiência no MPT
Diante da gravidade do cenário, acontece nesta terça-feira, 20 de maio, às 14h, audiência de mediação no Ministério do Trabalho, onde o tema será discutido.
O Sinsaúde Rio Preto reforça que não é contrário ao regime 12x36, desde que exista diálogo, negociação coletiva e respeito à decisão individual de cada trabalhador. O problema, segundo a entidade, está na tentativa de impor uma mudança tão significativa sem construção coletiva e sem considerar a realidade dos profissionais.
A vice-presidente do Sinsaúde Campinas e Região, Juliana Machado, destacou que a luta dos trabalhadores da saúde precisa ser unificada em todo o estado. “Quando tentam impor mudanças sem diálogo, o que está sendo atacado não é apenas a jornada de trabalho, mas a dignidade do trabalhador da saúde. Estamos acompanhando de perto essa situação em Rio Preto porque entendemos que nenhum profissional pode ser coagido ou pressionado a aceitar alterações que impactam diretamente sua vida, sua família e sua renda”, frisou.
Já o presidente do Sinsaúde Rio Preto, Reinaldo Dalur, reforçou que a categoria seguirá mobilizada contra qualquer tentativa de retirada de direitos. “Os trabalhadores da saúde merecem respeito. Não aceitaremos que mudanças dessa magnitude sejam feitas na base da pressão e da ameaça. Essa é uma luta coletiva, construída diariamente pelo sindicato e pelos profissionais que estão na linha de frente dos hospitais”, afirmou.
O Sinsaúde Campinas e Região reafirma solidariedade aos trabalhadores de São José do Rio Preto e destaca que seguirá acompanhando os desdobramentos da audiência no Ministério do Trabalho.
O Sinsaúde Rio Preto também orienta que nenhum trabalhador assine documentos ou tome decisões sob pressão, procurando imediatamente o sindicato em caso de constrangimento, ameaça ou qualquer tentativa de coação.
Fonte: Sinsaúde Campinas e Região