Sinsaúde exige providências após novo caso de ameaça a trabalhadores em hospital de Limeira

 Sinsaúde exige providências após novo caso de ameaça a trabalhadores em hospital de Limeira
Publicado: 21 de outubro, 2025
O Sinsaúde Campinas e Região volta a se manifestar contra os casos de violência sofridos por profissionais da saúde dentro dos hospitais. Na última sexta-feira, 17 de outubro, um novo episódio assustou trabalhadores do Hospital Hapvida, em Limeira, quando um homem de 51 anos entrou em surto, afirmando estar armado e portando uma faca. Este é o segundo caso de ameaça registrado neste ano no mesmo hospital, o que acende um alerta sobre a falta de segurança nas unidades da cidade.
 
De acordo com o registro na Polícia Civil, o homem aguardava atendimento médico quando se levantou dizendo estar armado. Ele sacou uma pequena faca de jantar da cintura e afirmou que iria se matar. Funcionários acionaram a Polícia Militar, que conduziu o homem até a delegacia. Após o registro da ocorrência, ele foi liberado na presença da esposa.
 
Insegurança para os trabalhadores
 
O caso se soma a outro episódio grave ocorrido em abril deste ano, também no Hospital Hapvida de Limeira, quando um paciente de 63 anos ameaçou funcionários com uma arma, que depois se confirmou ser um simulacro, e fez uma trabalhadora refém. Na ocasião, o Sinsaúde esteve na unidade, publicou uma nota de repúdio e solicitou reunião com a direção do hospital para discutir medidas efetivas de segurança.
 
O diretor de Assuntos Jurídicos do Sinsaúde, Paulo Gonçalves, esteve novamente na unidade e destaca que a situação é preocupante. “Assim que tomamos conhecimento do ocorrido, fomos até o local prestar apoio direto aos trabalhadores e apurar as condições de segurança. Há falhas estruturais graves que precisam ser corrigidas com urgência. O Sindicato não aceitará que os profissionais continuem expostos a riscos dessa natureza”, afirma.
 
O presidente da subsede do Sinsaúde em Limeira, Leandro Barreto, reforça que o sentimento entre os trabalhadores é de insegurança constante. “É inadmissível que, mesmo após casos tão graves, nada de concreto tenha sido feito para garantir a integridade dos profissionais. A sensação de insegurança é constante e isso afeta diretamente o trabalho e a saúde mental de quem está na linha de frente. O Sinsaúde vai continuar cobrando providências até que medidas reais sejam implantadas nas unidades de Limeira”,
 
O BAEP (Batalhão de Ações Especiais de Polícia), que também atendeu a ocorrência anterior, já havia apontado a ausência de segurança armada, falta de rota de fuga e de saídas de emergência no setor administrativo superior da unidade.
 
Sinsaúde cobra ação das empresas
 
Em nota recente, o Sinsaúde também repudiou uma agressão ocorrida em Araraquara, quando uma enfermeira foi atacada dentro de uma unidade municipal de saúde. O documento, publicado no início do mês, reforça que casos como os de Araraquara, Limeira, PUC-Campinas e Campo Limpo Paulista são sintomas de um mesmo problema: a falta de protocolos e de preparo das empresas e instituições públicas para lidar com situações de violência contra os profissionais da saúde.
 
A vice-presidente do Sinsaúde, Juliana Machado, reforça que o Sindicato tem atuado de forma enérgica para exigir providências. “Estamos diante de uma escalada de violência que não pode ser naturalizada. Nenhum trabalhador deve se sentir desamparado em seu ambiente de trabalho. Se as empresas não adotarem medidas imediatas de proteção e estruturação da segurança, o Sindicato tomará providências junto ao Ministério Público e aos órgãos competentes”, destaca.
 
O Sinsaúde Campinas e Região acompanha de perto os casos registrados em Limeira e seguirá oferecendo suporte jurídico, psicológico e institucional aos trabalhadores envolvidos. A entidade também irá dialogar com as autoridades, gestores e representantes do setor para construir protocolos regionais de segurança voltados à proteção da vida e da integridade dos profissionais da saúde.
 
Fonte: Sinsaúde Campinas e Região