SINTRASAÚDE reafirma: Não à Reforma Administrativa e pelo fim da jornada 6x1!

SINTRASAÚDE reafirma: Não à Reforma Administrativa e pelo fim da jornada 6x1!
Publicado: 28 de novembro, 2025

Audiência Pública em Santos debate riscos da Reforma Administrativa ao SUS e à educação

 
 
No dia último dia 24, o SINTRASAÚDE esteve presente na Audiência Pública realizada na Câmara Municipal de Santos, a convite da vereadora Débora Camilo (PSOL) e com a participação da deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL). O encontro teve como objetivo debater os impactos da Reforma Administrativa que tramita no Congresso Nacional, uma proposta que representa riscos significativos para a saúde e a educação públicas.
 
Sob o argumento de promover a “modernização do Estado”, a proposta de Reforma Administrativa abre espaço para a ampliação da privatização e da terceirização, permitindo que contratos temporários e vínculos precários substituam servidores concursados. Isso pode resultar em: Menos estabilidade profissional, maior rotatividade de trabalhadores e perda de profissionais experientes e qualificados que sustentam o cotidiano de escolas, hospitais e unidades de saúde.
 
Para o presidente do SINTRASAÚDE, Ademir Irussa, essa é uma luta que não diz respeito apenas às servidoras e aos servidores públicos, mas a toda a população. Ele alerta que, ao acabar com a estabilidade, o projeto permite que governantes de plantão indiquem pessoas de confiança para cargos estratégicos, sem autonomia para fiscalizar e denunciar irregularidades, fragilizando mecanismos essenciais de controle e transparência.
 
 
Além da Reforma Administrativa, a audiência também debateu o fim da jornada 6x1, que retira do trabalhador tempo adequado para o convívio familiar e o descanso necessário. Por isso, o sindicato reforça: somos todos contra a jornada 6x1.
 
A Reforma não combate privilégios — ela reconfigura o Estado, reduz sua capacidade de garantir serviços públicos de qualidade e coloca o lucro acima dos direitos da população.
Em defesa do SUS, da educação pública e dos direitos das servidoras e dos servidores, reafirmamos: É hora de dizer NÃO à Reforma Administrativa!