Taxa de desocupação entre jovens deve levar 20 anos para atingir patamares anteriores à crise se a geração de empregos não acelerar
A taxa de desemprego entre os jovens brasileiros de 15 a 25 anos deve demorar 20 anos para alcançar níveis anteriores à crise, se o ritmo de geração de novas vagas não aumentar.
Atualmente, o índice de desocupação entre os jovens é de 26,62%, enquanto a taxa total que engloba os adultos é de 12,03%. De acordo com a projeção feita pela LCA Consultores a pedido da Globonews, somente no segundo trimestre de 2039 o Brasil poderá voltar aos 15,31% registrados em 2014. O estudo da consultoria foi feito com base nos dados da Pnad Continua Trimestral do IBGE.
A taxa de desocupação entre os jovens negros é, em média, 2 pontos percentuais mais alta, o que significa que vai demorar ainda mais tempo para diminuir para se alcançar o nível pré-crise.
Historicamente, o desemprego entre os jovens é maior que entre os adultos. Mas essa diferença também aumentou de 9 para 14 pontos percentuais do segundo trimestre de 2014 para o mesmo período de 2019. Segundo o economista responsável pelo estudo, Cosmo Donato, esses dados demostram que o problema do desemprego entre os jovens é ainda mais grave e deve durar mais tempo para ser minimizado. È importante ter conhecimento dessa gravidade para o direcionamento das políticas públicas. Se o ritmo de geração de emprego entre os jovens não se acelerar, boa parte aqueles que tem entre 15 e 25 anos podem chegar aos 45 sem nunca ter tido um emprego formal.
Apesar da ainda alto, o desemprego entre os jovens de 15 a 25 anos já teve uma redução de dois pontos percentuais, se comparado ao ápice do desemprego quando atingiu 28,14%. Porém, o percentual ainda 10 pontos percentuais superior aos 15% registrado no segundo trimestre de 2015, período em que começa a deterioração do emprego no Brasil.
Boa parte desses jovens de até 25 anos nunca teve um emprego formal e acaba conseguindo alguma renda na informalidade. A ideia é discutir alguns possíveis caminhos para acelerar a geração de empregos entre os jovens e diminuir esse "gap" entre as taxas.
Fonte: G1