Taxa de juros alta afeta o crescimento do Brasil
Hoje (2/3), foi divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) o resultado do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil em 2022. O crescimento foi de 2,9%, saldo positivo que foi puxado pelo setor de serviços, principalmente o turismo.
Mesmo com o valor positivo do PIB, uma análise mostra que ocorreu uma desaceleração do crescimento durante o ano registrando queda de 0,2% no último trimestre de 2022. Mas o que fez para ter essa queda?
Para economistas, é a taxa alta dos juros, a Selic, que freou o desenvolvimento do país. A influência de juros altos terão efeitos no mercado de trabalho e na concessão de crédito e que podem durar até o final de 2024.
Essa análise de parte dos economistas brasileiros mostra que Lula estava certo quando criticou o BC (Banco Central). Em certa ocasião o presidente da República disse:
“Não existe nenhuma justificativa para que a taxa de juros esteja neste momento a 13,5%. É só ver a carta do Copom para a gente saber que é uma vergonha esse aumento de juros e a explicação que eles deram para a sociedade brasileira. Muita gente diz que o presidente da República não pode falar isso. Se eu que fui eleito não puder falar, quem que eu vou querer que fale por mim, o catador de material reciclável? Eu tenho que falar porque quando eu era presidente eu era cobrado”, disse.
Os juros já podem ser percebidos na geração de emprego em 2022, que apresentou uma desaceleração durante o ano.
“Se olharmos a geração de vagas com carteira assinada ao longo de 2022, já conseguimos ver uma desaceleração bem considerável, o que é um dos sinais do impacto dos juros no mercado de trabalho. E além de ser mais difícil para que as pessoas consigam emprego, também começamos a perceber números maiores de demissões líquidas em determinados setores”, afirma Rodolfo Margato, economista da XP Investimentos, destacando que as projeções da XP já estimam um novo aumento do desemprego neste ano.
Economistas defendem que além da queda de juros, que a política econômica do país esteja de acordo para o Brasil crescer e diminuir os impactos futuros e controlar a inflação.
Fonte: Redação Mundo Sindical - Manoel Paulo com informações do g1 - 02/03/2023