Temer tenta apaziguar relação com Maia para retomar reforma da Previdência Governo Temer

Temer tenta apaziguar relação com Maia para retomar reforma da Previdência Governo Temer
Publicado: 07 de agosto, 2017

 Após as críticas e recados de Rodrigo Maia (DEM-RJ) ao governo, o presidente da República, Michel Temer, chamou o presidente da Câmara ao Palácio do Planalto neste domingo (6) para uma reunião.

 
Em entrevista à Folha publicada domingo, Maia disse que, se quisesse, poderia ter atrapalhado Temer na votação da denúncia de corrupção passiva, na quarta-feira passada (2). Maia também criticou aliados do presidente e disse que sua relação com o Planalto tem nota nove porque "óbvio que não tem relação perfeita".
 
Ao contrário do que ocorreu nos finais de semana, o encontro deste domingo foi divulgado como agenda oficial e aconteceu no Palácio do Planalto, e não no Jaburu ou Alvorada, onde ele normalmente recebe os convidados.
 
"Foi uma reunião para mostrar o entrosamento entre Executivo e Congresso e destacar o compromisso de prosseguir com a modernização do país", disse o ministro Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), que participou do encontro ao lado também dos ministros Henrique Meirelles (Fazenda) e Moreira Franco (Secretaria Geral da Presidência) e do residente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE).
 
Após se livrar na Câmara da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República, Temer quer retomar as negociações sobre a reforma da Previdência.
 
Segundo a Folha apurou com outros participantes da reunião, Temer pediu que se estabeleça uma estratégia para alcançar os 308 votos necessários para aprovar a reforma. Na votação da denúncia, Temer teve 263 votos a favor dele.
 
A ideia do governo é votar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) na Câmara até o início de setembro.
 
Tanto Temer como Maia já admitem que o texto deve sofrer alterações e ser enxugado, já que há resistência na base aliada por causa da proximidades das eleições de 2018.
 
Na reunião, também se discutiu a polêmica envolvendo a proposta do novo Refis, parcelamento de dívidas com o Fisco.
 
O governo quer tentar um acordo para tentar manter a previsão inicial de arrecadação de mais de R$ 13 bilhões com o programa para conseguir fechar as contas do ano.
 
As mudanças propostas na Câmara, no entanto, se aprovadas, reduzem significativamente esta arrecadação.
 
O ministro Henrique Meirelles colocou no encontro que o Refis é condição básica para não ter que rever tão significativamente a meta fiscal.
 
Na reunião, Temer também pediu a Maia para gravar um vídeo sobre a operação federal de segurança no Rio de Janeiro, agora com foco no social. 
 
 
 
Fonte:FOLHA
Foto: Pedro Ladeira - 12.set.2016/Folhapress

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